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SÃO PAULO – A expectativa positiva quanto ao início da troca de bônus gregos voltou a impulsionar os principais índices de ações, que fecharam o pregão desta quinta-feira (8) em alta, e repercutindo as falas positivas do BCE (Banco Central Europeu) sobre a economia local.
O benchmark CAC 40, da bolsa de Paris, apresentou avanço de 2,54%, indo a 3.478 pontos, enquanto o FTSE 100, de Londres, subiu 1,18%, para 5.860 pontos, e o DAX 40, da bolsa de Frankfurt, observou ganhos de 2,45%, registrando 6.835 pontos. Assim, os índices recuperam parte das fortes perdas registradas na véspera.
Envolvimento do setor privado
O programa de reestruturação da Grécia se aproxima, sendo que os nomes dos credores privados que aderiram ao pacote deve ser fechado ainda durante esta quinta. Segundo informações da imprensa mundial e do IIF (Instituto de Finanças Internacionais, na sigla em inglês), mais de 75% dos títulos já estão dentro da operação.
O governo ainda pode encontrar problemas para conseguir dar cabo no programa de troca de títulos por causa das diferentes legislações sob as quais os papéis foram emitidos. Perto de 66% dos que estão em jurisdição grega são necessários para acionar as cláusulas de ação coletiva dos contratos, levando o patamar para 86%. O restante dos papéis estão sujeitos a leis internacionais.
É importante ressaltar, porém, que a Zona do Euro exige uma porcentagem entre 95% e 100%, que transformaria a troca em voluntária, para repassar o segundo pacote de resgate ao país. Para alcançar esse nível, é possível que um dos obstáculos seja os bônus emitidos pela lei britânica.
Mario Draghi alivia
Depois de manter a taxa de juro inalterada e não indicar nenhum novo programa de refinanciamento de longo prazo, o BCE (Banco Central Europeu) revelou um maior otimismo quanto à economia do continente. Mario Draghi, presidente da instituição, disse que o cenário agora é mais estável, apesar de a estimativa de PIB (Produto Interno Bruto) ter sido cortada.
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Agora, a autoridade monetária prevê contração da atividade em 0,1% durante este ano. Mesmo assim, o consumo deve apresentar alta, já que Draghi também disse acreditar que a inflação vai terminar 2012 em níveis maiores do que 2%, que era o esperado anteriormente.
Front corporativo
A indústria automotiva terminou a sessão no azul por todo o continente, refletindo a melhora na confiança dos investidores quanto à à crise da dívida na Zona do Euro. Figuraram na ponta compradora as ações das montadoras Volkswagen (+2,92%) e Daimler (+4,38%), da Alemanha, além de Renault (+6,40%) e Peugeot (+3,44%), na França.
Entre outros destaques, aparecem as produtoras de commodities Rio Tinto e BG Group, cujos papéis subiram 2,67% e 3,14%, respectivamente, em Londres.
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Títulos públicos
Os yields dos títulos públicos no mercado secundário reagiram de maneiras divergentes. Enquanto Alemanha (1,80% contra 1,77%), França (2,90% ante 2,83%), e Grécia (36,56% frente a 36,55%) pagaram rendimentos maiores, Itália (4,81% versus 4,94%), Espanha (5,06% face a 5,09%) e Portugal (13,86% em relação a 13,90%) viram os juros caírem.
| % Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
|---|---|---|---|---|
| CAC 40 | +2,54 |
3.478 | +1,96 |
+10,08 |
| DAX 30 | +2,45 |
6.835 | +1,19 |
+15,87 |
| FTSE 100 | +1,18 |
5.860 | -0,52 |
+5,16 |
| SMI | +0,84 |
6.154 | -0,06 |
+3,67 |
| IBEX 35 | +1,78 |
8.307 | -6,10 |
-3,02 |
| FTSE MIB | +1,62 |
16.664 | +1,05 |
+10,43 |