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SÃO PAULO – As bolsas europeias têm leve alta nesta terça-feira (16) depois de dados do PMI (Índice de Gerentes de Compras, na sigla em inglês) mostrarem que as empresas do velho continente estão melhores do que o esperado. Do outro lado do mundo, os índices asiáticos fecharam em baixa em meio a preocupações com o PMI industrial da China e elevação dos juros na Rússia.
O PMI Composto preliminar do Markit, na zona do euro, com base em pesquisas junto a milhares de empresas e considerado um bom indicador de crescimento, subiu para 51,7 ante mínima de 16 meses de 51,1. O resultado supera a expectativa em pesquisa da Reuters de alta para 51,5, mas foi a segunda leitura mais baixa em mais de um ano.
Enquanto isso, o índice Nikkei encerrou o dia com baixa de 2,01%, para 16.755,32 pontos, o nível mais baixo desde 31 de outubro, logo após ter caído 1,57% na sessão de segunda-feira.
No começo da sessão, o banco HSBC publicou sua leitura preliminar para o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial da China em dezembro, que caiu para 49,5, seu menor nível em sete meses, de 50,0 em novembro. “O resultado do PMI chinês não foi uma surpresa, mas ele chegou a mexer negativamente com o mercado porque não houve nada positivo para as negociações”, disse o diretor de negociações de uma corretora europeia.
O dia mostra sinais negativos para as empresas dependentes de petróleo, uma vez que a conjugação dos dados do PMI chinês com os juros na Rússia levaram o petróleo bruto WTI (West Texas Intermediate) a cair abaixo dos US$ 55. Além disso, a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) disse novamente que não cortará a produção.
Vale lembrar que, na segunda-feira, a Rússia surpreendeu o mercado ao elevar sua taxa básica de juros de 10,5% para 17% ao ano, em uma tentativa de conter o avanço da inflação, cuja previsão para 2014 gira em torno de 10%. O país ainda passa por sanções econômicas do Ocidente e depreciação do rublo, o que piora as perspectivas para a economia russa em 2015.
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(Com Agência Estado e Reuters)