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SÃO PAULO – O mercado europeu opera em alta enquanto investidores esperam pela reunião do BCE (Banco Central Europeu), que trará sinalizações sobre política monetária. Grande parte dos analistas acreditam que Mario Draghi manterá a taxa de juros da zona do euro em 0,5% ao ano, apesar de o presidente do BCE ter sinalizado anteriormente que a autoridade monetária está pronta para reduzir a taxa se necessário. Devido à uma falha técnica, as bolsas de Paris, Bruxelas, Amsterdã e Lisboa abriram com atraso de uma hora nesta quinta-feira (6).
Apesar da expectativa de manutenção na taxa, investidores analisarão os dados da reunião procurando sinalizações de que o BCE introduzirá uma taxa de depósito negativa em breve. Além disso, a autoridade pode considerar outras medidas para estimular o crescimento da região, uma vez que alguns indicadores têm mostrado resultados fracos na zona do euro.
Ainda no Velho Continente, os pedidos feitos à indústria alemã caíram 2,3% em abril na comparação com o mês anterior, ante expectativa de recuo de 0,9%. Já na Inglaterra, investidores analisam a reunião do Bank of England, que manteve sua taxa de juros e seu programa de compra de títulos inalterados na última reunião sob a presidência de Mervyn King, que será substituído por Mark Carney em julho.
Ásia em declínio
Já na Ásia, os principais índices acionários apresentam queda, com investidores ainda preocupados com a recente volatilidade do índice Nikkei do Japão, que fechou em queda de 0,85%, a 12.904 pontos, registrando a menor pontuação de fechamento em 2 meses e distanciando-se cada vez mais da máxima obtida em maio, quando superou os 15 mil pontos.
Agenda econômica
No Brasil, destaque para a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), que na última semana decidiu elevar para 8% a taxa básica de juros e pode trazer novos sinais sobre os planos do governo em relação às próximas reuniões no relatório desta quinta-feira.
Já nos EUA, o único indicador a ser divulgado será o Initial Claims, que mede a quantidade de pedidos de auxílio-desemprego feitos na última semana. Porém, o destaque por lá será o discurso de Charles Plosser, presidente do Federal Reserve da Filadélfia, que pode trazer volatilidade ao mercado com novos indícios do fim do pacote de estímulos à economia norte-americana.