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SÃO PAULO – Depois do desempenho ruim dos últimos pregões, as principais bolsas européias voltam a subir na manhã desta sexta-feira. Os investidores aguardam a divulgação do relatório sobre o emprego nos EUA referente ao mês de abril. No mês anterior o índice havia ficado em 5,7%. Os investidores estimam que a taxa de desemprego deve ficar em torno de 5,9%. A divulgação será importante, pois dará uma visão mais clara sobre a “real” situação da economia do país.
Dentre os destaques de alta desta manhã estavam as ações de empresas de setores mais tradicionais da economia, como as montadoras, os bancos e as petrolíferas, que voltam a subir apesar da queda do petróleo nas negociações de ontem.
Montadoras sobem, apesar do resultado da Volks
Entre os principais destaques de alta nessa manhã estavam as ações das montadoras, impulsionadas pela valorização das ações da montadora alemã Volkswagen (+3,57%). Nesta sexta-feira a empresa divulgou um lucro antes de imposto de 997 milhões de euros para o primeiro trimestre de 2002, o que equivale a uma queda de 20% frente ao resultado do mesmo período no ano anterior, devido principalmente à queda de 5,4% nas vendas.
Apesar de ter anunciado que não acredita em uma rápida recuperação nas vendas no ano de 2002, a empresa afirmou que está buscando reduzir custos, assim como investindo em novos modelos, de forma a atingir os resultados estimados para 2002. Diante disto, os investidores ficaram mais animados de que as empresas estão tomando as medidas necessárias para garantir a recuperação de seus resultados, o que beneficiou o desempenho dos papéis do setor.
Os papéis das demais montadoras também subiam, como ilustram a alemã DaimlerChrysler (+2,32%) e das francesas Peugeot (+2,40%) e Renault (+0,67%). Também contribui para o desempenho das ações os rumores que circulavam no mercado dando conta de que a DaimlerChrysler está negociando uma aliança estratégica com a sul-coreana Hyundai.
Bancos e petrolíferas sobem
Refletindo a preocupação dos investidores quanto à recuperação da economia em 2002, a preferência da maioria fica com os papéis dos setores mais defensivos, como bancos e petrolíferas, em virtude das elevada volatilidade encontrada nas ações de tecnologia e de telecomunicações.
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Confirmando esta preferência, as ações dos bancos britânicos Abbey National (+ 4,11%), Royal Bank of Scottland (+2,64%), Barclays (+2,53%), Lloyds TSB (+2,44%) e HSBC Holdings (+2,18%), dos alemães Deutsche Bank (+2,54%), CommerzBank (+0,66%) e HypovereinsBank (+0,51%), dos franceses Societe Generale (+2,32%), BNP Paribas (+1,80%) e Crèdit Lyonnais (+1,00%), dos espanhóis BBVA (+2,13%) e BSCH (+0,68%) e do holandês ABN MRO Bank (+1,38%) estavam entre os destaques de alta desta manhã.
Da mesma forma, as ações das empresas petrolíferas voltam a subir, ainda refletindo os resultados positivos da anglo-holandesa Royal Dutch Shell (+2,28%), divulgados na quinta-feira. Outros destaques de alta eram os papéis da Shell Transport (+3,31%), da britânica BP (+2,60%), da francesa Total FinaElf (+1,65%) e da espanhola Repsol YPF (+0,52%).
Londres é destaque em dia de alta na Europa
Os principais índices europeus operavam em alta, com destaque para o índice FTSE 100 da bolsa de Londres, que apontava valorização de 0,92% a 5.221,60 pontos. Com isto a bolsa de Londres fecha a semana com alta de 1,34%. Enquanto o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt operava em alta de 0,90% a 5.009,19 pontos, fechando a semana em alta de 1,18%. Já o índice CAC 40 da bolsa de Paris operava em alta de 0,59% a 4.447,64 pontos, mas na semana ainda acumula queda de 0,17%. Por último, o índice EuroStoxx, que reúne as 50 principais blue chips subia de 0,59% a 3.564,08 pontos.