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SÃO PAULO – A preocupação quanto a lentidão da recuperação da economia mundial e conseqüente desaceleração do faturamento das empresas abate os principais índices acionários europeus, que operam em forte queda na manhã dessa quarta-feira.
Ontem, após o fechamento dos pregões europeus, a vice-diretora-gerente do FMI, Anne Krueger, disse que a economia mundial está se expandindo a um ritmo mais lento que o previsto anteriormente, confirmando que ainda existe fragilidade.
Oracle derruba setor de tecnologia europeu
A fabricante de softwares norte-americana Oracle anunciou no início da noite de ontem que obteve lucro líquido de US$ 342,728 milhões em seu primeiro trimestre fiscal (encerrado em 31 de agosto), ou US$ 0,06 por ação. O resultado é cerca de 32,8% inferior ao ganho obtido pela no mesmo período do ano passado, de US$ 510,647 milhões.
Segundo a companhia, a receita com vendas de novas licenças de softwares caiu 23% ante o mesmo período de 2001, para US$ 549 milhões. Para o segundo trimestre fiscal, a expectativa média dos analistas é de um lucro de US$ 0,09 por ação, com faturamento de US$ 2,31 bilhões. Os papéis das fabricantes de software lideram queda, como os da alemã SAP (-4,4%) e da francesa Cap Gemini (-6,4%).
Instituições financeiras em queda
Além das perspectivas anunciadas pelo FMI, e o incessante temor de guerra entre o Iraque e os EUA, as instituições financeiras operam pressionadas pela divulgação da produção industrial na França, que caiu inesperadamente 1% em julho, enquanto os investidores apostavam numa retração de 0,2%. Soma-se a isso, a preocupação quanto a divulgação a ser feita em pouco tempo da inflação ao consumidor (CPI) e balança comercial nos EUA, sem contar o profit warning afirmado pelo banco de investimentos JP Morgan.
Entre as seguradoras, destaque para os papéis da francesa Axa (-8,55%), da britânica Aviva (-4,53%), da holandesa Aegon (-3,69%) e da alemã Allianz (-4,26%). As ações dos bancos seguem a mesma tendência, como o britânico Barclays (-4,56%), o holandês ABN Amro (-6,48%), o francês BNP Paribas (-4,07%) e o espanhol HSBC (-1,82%).
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Vivendi contraria tendência
O grupo de mídia francês Vivendi (+2,20%) chegou a um acerto com 11 bancos para uma nova linha de crédito de US$ 3 bilhões. A notícia animou os investidores, alimentando assim expectativa de que a empresa franco-americana conseguirá um refinanciamento completo. Segundo periódicos franceses, a Vivendi pretende vender a unidade de tratamento de água Vivendi Environnement, entre outras empresas.
Espera-se que o novo diretor executivo Jean-Rene Fourtou detalhe na próxima semana a estratégia da companhia. Até o momento, ele deixou claro a intenção de desfazer-se de ativos no valor de 10 bilhões de euros nos dois anos seguintes, incluindo a venda da divisão de publicação, enquanto pretende manter a posição da companhia no ramo de telecomunicações na França.
O índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt se destaca, caindo 3,83% e atingindo 3.163 pontos.
Frankfurt cai 3,38%, Londres em baixa de 2,67%
Já o FTSE 100 da bolsa de Londres negocia em baixa de 2,67% chegando a 3.918 pontos,
enquanto o CAC 40 da bolsa de Paris desvaloriza-se 2,41% a 3.038 pontos.
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%Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | ![]() |
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CAC 40 | -2,41 |
3.038 | -13,03 |
-34,31 |
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FTSE 100 | -2,67 |
3.918 | -11,50 |
-24,91 |
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DAX 30 | -3,83 |
3.163 | -17,58 |
-38,70 |
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