Bolsas europeias fecham sem tendência, com dados da China e baixa de commodities

FTSE e DAX recuam, enquanto CAC, IBEX e FTSE MIB sobem; desdobramentos da crise fiscal grega e também repercutem

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SÃO PAULO – Os dois principais índices acionários do continente europeu – o FTSE 100 de Londres e DAX 30 de Frankfurt – terminaram essa quarta-feira (11) em queda, refletindo a agenda econômica da data, a forte baixa das commodities e novos desdobramentos da crise fiscal na Grécia. 

Entretanto, o movimento não foi unânime. O índice CAC 40, da bolsa de Paris, apresentou leve alta de 0,14% e atingiu 4.058 pontos, acumulando no ano forte alta de 6,66%. O FTSE MIB de Milão avançou, 0,21%, aos 22.031 pontos, e o IBEX 35, de Madri, apresentou a mesma trajetória, ao elevar-se em 0,55% aos 10.532 pontos. Já o FTSE 100, da bolsa de Londres, encerrou em baixa de 0,71%, atingindo 5.976 pontos chegando a uma valorização 1,29% no ano, movimento seguido pelo DAX 30, da bolsa de Frankfurt, que apresentou uma leve baixa de 0,09%, atingindo 7.495 pontos, acumulando uma forte valorização de 8,40%.

Crise fiscal
A crise fiscal na Grécia deverá ser debatida por lideranças financeiras da Zona do Euro na próxima semana, mas pode não terminar com a extensão do pacote de auxílio extra ao país, como era esperado. Analistas afirmam que os rendimentos cobrados dos títulos de dívida devem ganhar impulso, o que tornaria mais difícil o pagamento das obrigações por parte dos países mais problemáticos. 

Além disso, o país passa por uma greve geral na data – o que não impediu o principal índice acionário da nação, o Athens Composite, de registrar alta de 1,37%. 

Agenda econômica
O aumento de preços voltou a ser destaque na agenda econômica, com a divulgação da inflação para o consumidor na Alemanha, atingindo taxa anual de 2,4% em abril, resultado 0,3 ponto percentual superior ao que fora registrado em março. 

Já na segunda maior economia mundial – a China – a inflação ao consumidor em abril foi de 5,3% ao ano, resultado que superou as expectativas dos analistas. 

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No mesmo período, a produção industrial chinesa cresceu num ritmo abaixo do esperado, com variação de 13,4% em termos anuais. Os investidores temem que em meio ao contexto de pressão inflacionária na economia da China, novas medidas de aperto monetário acabem prejudicando o crescimento econômico do país. 

Ademais, com as novas projeções para o ritmo de alta dos preços no Reino Unido, realizados pelo BoE (Bank of England), elevou-se também as expectativas de aperto monetário no país. 

Destaques corporativos
Os temores de novos apertos monetários na China colaboraram para a forte queda das mineradoras em Londres. Fresnillo liderou as perdas com uma desvalorização 4,08%, enquanto a Kazakhmys recuou 2,77%, seguida pela Antofagasta (-2,54%), Xstrata (-2,22%), Eurasian Natural (-2,21%) e Anglo American (-2,09%) também registraram quedas. 

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BHP Billiton (-1,76%) e Rio Tinto (-1,22%), duas das maiores mineradoras do mundo, também viram o preço de suas ações recuarem no dia. Além disso, o grupo televiso ITV registrou queda de 5,27% após afirmar que o crescimendo das verbas de propaganda vai desacelerar. 

Em Frankfurt, a queda mais expressiva foi da Basf, em 2,05%. Já as montadoras de automóveis Daimler (-1,31%) e Volkswagen (-1,29%) tiveram queda mais acentuada do que os bancos Commerzbank (-0,92%) e Deutsche Bank (-0,72%). 

Na capital francesa, destaque para a alta de 2,33% da Accor, seguido pelas holdings de luxo Louis Vuitton (+2,29%) e PPR (+1,65%).

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Confira o fechamento das principais bolsas europeias

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 CAC 40 +0,14 4.058 +0,48 +6,66 
 DAX 30 -0,09 7.495 +4,03 +8,40 
 FTSE 100 -0,71 5.976 -1,28 +1,29 
 SMI +0,56 6.563 +1,91 +1,97 
 IBEX 35 +0,55 10.532 -3,19 +6,82 
 FTSE MIB +0,21 22.031 -1,50 +9,21