Bolsas europeias fecham em queda, avaliando bancos e queda das commodities

Apesar de indicadores favoráveis no continente, bancos ingleses não sustentam alta e empresas de matérias-primas pressionam

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SÃO PAULO – As principais bolsas europeias fecharam em queda nesta quinta-feira (28), puxadas pela desvalorização no preço das commodities e o recuo de ativos das empresas do setor, fator aliado à fraca performance das ações dos bancos.

No entanto, o dia começou positivo, em reação do mercado à reunião de política monetária e ao comunicado emitido pelos membros do Federal Reserve, na última quarta-feira (27). Além de manter a taxa básica de juro próxima a zero, o Fomc (Federal Open Market Committee) apresentou perspectivas de recuperação para a economia norte-americana, animando os investidores, tendo em vista que na sexta-feira (29) será revelada a primeira prévia do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA referente ao quarto trimestre de 2009.

Bancos
No entanto, a notícia de que o governo britânico pretende vender sua parte em três grandes bancos (Lloyd’s, RBS e Northern Rock), na tentativa de levantar dinheiro, apagou ganhos iniciais.

Ao evento, somou-se avaliação da agência de classificação de risco Standard & Poor’s. Em sua visão, o Reino Unido “não está entre os sistemas bancários mais estáveis e menos arriscados do mundo”.

Com isso, as ações do setor financeiro, que haviam reagido com expressivas altas ao anúncio do Fomc, terminaram a sessão no campo negativo. Destaque para os ativos de Lloyd’s Bank e RBS, que recuaram 0,18% e 1,27%, respectivamente.

Commodities em baixa
O preço das commodities também contribuiu para a queda nas bolsas do continente. Em Londres, as principais perdas ficaram com Xstrata (-4,33%), Antofagasta (-3,85%), Anglo American (-3,32%) e Kazakhmys (-3,08%).

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Indicadores econômicos
Ainda assim, alguns resultados trouxeram ares positivos para as negociações, como a confiança na Europa, que subiu pelo décimo mês consecutivo em janeiro, influenciada pela retomada do crescimento econômico na região. Segundo a Comissão Europeia, em janeiro o índice marcou 95,7 pontos.

No entanto, o número de desempregados na Alemanha decepcionou, ao subir para 3,43 milhões durante o mês de janeiro, atingindo taxa de desemprego de 8,2% no período, acima do esperado pelo mercado.

Setor corporativo
Na Alemanha, os papéis da Infineon Technologies avançaram 3,06%, após a gestora norte-americana BlackRock revelar que elevou sua participação na fabricante de semicondutores para 5,05%.

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A Nokia, que reportou vendas e resultado melhores do que o esperado por analistas de mercado no quarto trimestre, viu seus ativos subirem 9,9%. Em Londres, o destaque de queda ficou com AstraZeneca, empresa do setor farmacêutico que reportou lucro US$ 0,12 por ação menor do que a previsão dos analistas. Os papéis da companhia caíram 4,60%.

Veículos
Já os resultados da Ford no quarto trimestre, divulgados nesta quinta-feira nos Estados Unidos, ajudaram a elevar um pouco os ânimos dos investidores. Seus pares europeus repercutiram a notícia, e em Paris as ações da Renault subiram 0,25%, um dos seis ativos do índice CAC 40 que terminaram no campo positivo.

Confira as cotações
O índice CAC 40  da bolsa de Paris  apresentou desvalorização de 1,89%, a 3.689 pontos, acumulando no ano forte baixa de 6,29%, enquanto o FTSE 100  da bolsa de Londres encerrou em baixa de 1,38%, atingindo 5.146 pontos e sua variação no ano acumula forte baixa de 4,94%.

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A Bolsa de Frankfurt, apresentou uma baixa de 1,82% , atingindo 5.540 pontos, acumulando uma desvalorização de 7,00%.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 FTSE 100 -1,37 5.146 -5,37 -4,94 
 DAX 30 -1,82 5.540 -7,84 -7,00 
 CAC 40 -1,89 3.689 -6,85 -6,29 
 SMI -0,47 6.442 -2,51 -1,58 
 FTSE MIB -1,79 21.603 -7,59 -7,08