Bolsas européias em alta mas com forte volatilidade

Telecomunicações e montadoras subiam, enquanto petróleo opera em alta modesta. Euro e Iene seguem em queda no mercado de câmbio

Publicidade

SÃO PAULO – As principais bolsas européias operam com volatilidade na manhã desta quinta-feira, após terem fechado em queda no pregão de ontem devido à realização de lucros. Nesta manhã, os principais destaques de alta são os papéis de telecomunicações que são puxados pelas boas notícias da Orange e da France Telecom. Também em alta estavam as ações das montadoras, depois que o banco de investimento Morgan Stanley aumentou as expectativas de vendas de carros nos EUA.

Já entre os destaques de queda estavam as ações do setor financeiro, que anunciavam previsões cautelosas sobre o desempenho da economia em 2002. Os papéis das petrolíferas também apresentavam desvalorização em virtude das quedas recentes nos preços da commodity.

Telecomunicações sobem impulsionadas pela Orange e France Telecom

A segunda maior operadora de telefonia móvel da Europa a francesa Orange (+3,38%) anunciou que o seu Ebitda, que pode ser visto como uma estimativa da geração de caixa da empresa, para o ano de 2001 foi de 3,29 bilhões de euros acima dos 3,15 bilhões previstos pelo mercado. Além disso, a empresa amortizou a sua participação na operadora britânica Mmo 2 (+0,38%) avaliada em 3,4 bilhões de euros para zero.

Por sua vez, a France Telecom (+2,47%), controladora da Orange, anunciou que registrou um prejuízo de 8,3 bilhões de euros em virtude de um write-off excepcional de 10,2 bilhões de euros. No entanto, a declaração da empresa de que conseguiu reduzir a sua dívida mais do que o esperado, de forma que não precisará levantar mais recursos no mercado animou os investidores. As boas notícias de ambas empresas acabaram influenciando os demais papéis do setor, como ilustram as altas da Vodafone (+2,38%), BT Group (1,99%) e da alemã DT Telekom (+1,08%).

Montadoras sobem com expectativa de maiores vendas nos EUA

Já as montadoras eram influenciadas pelas previsões otimistas do banco de investimento Morgan Stanley. O banco aumentou a sua previsão de vendas de carros nos EUA para 3,5% em 2002. Além disso, recomendou a compra dos papéis da montadora alemã BMW, empresa que considera ter um dos melhores potenciais de crescimento na Europa. Da mesma forma, o banco Lehman Brothers aumentou o preço alvo das ações da BMW de 47,50 euros para 55 euros. Entre os papéis do setor que se destacavam estavam os da BMW (+3,24%) e Volks (+1,99%), seguidos pelas francesa Renault (+2,97%) e Peugeot (+0,18%).

Previsões cautelosas prejudicam setor financeiro

Entre os destaques de queda estava o setor financeiro, cujos papéis caiam depois do anúncio por parte do conglomerado financeiro Zurich Financial e do banco alemão, Hypovereinsbank (-1,26%) de que as perspectivas para o desempenho da economia em 2002 não são tão otimistas. Ambas instituições acreditam que as condições econômicas ainda apresentam sinais de risco, que podem dificultar a recuperação da economia mundial.

Continua depois da publicidade

No Reino Unido as maiores quedas ficavam com as ações dos bancos Abbey National (-1,93%), Lloyds TSB (-1,29%), HBOS (1,03%) e Barclays (-0,84%). Na Alemanha também caiam as ações do Deutsch Bank (-0,71%), já na França as maiores quedas ficavam com as ações do BNP Paribas (-0,72%) e Sociète Generale (-0,71%).

Os papéis das petrolíferas também caíam, depois que o preço do barril de petróleo do tipo Brent recuou no mercado futuro de Londres. Dentre os papéis mais afetados estavam o da francesa Total FinaElf (-0,81%) e das britânicas Shell (-1,14%) e BP (-0,32%).

Dentre as principais bolsas européias destaque para o índice CAC 40 da bolsa de Paris apresentava alta de 0,27% atingindo 4,616,23 pontos. Também em alta estavam os índices DAX 30 da bolsa de Frankfurt, que registrava valorização de 0,12% a 5.370,97 pontos, enquanto o índice FTSE 100 da bolsa de Londres estava próximo à estabilidade (+0,01%) cotado a 5.267,20 pontos. O índice EuroStoxx, que reúne as 50 principais blue chips da Europa, operava praticamente estável (+0,03) a 3.748,21 pontos.

Continua depois da publicidade

Com Tóquio fechado, Hong Kong tem maior queda

O índice Nikkei da bolsa de Tóquio não operou nessa quinta-feira, em virtude do feriado local. No pregão de ontem o índice havia fechado com desvalorização de 2,26% cotado a 11.526,78 pontos, pressionado pela forte realização de lucros. Nos últimos trinta dias, o índice acumula alta de 17,06%.

A maior baixa desta quinta-feira ficou com o índice Hang Seng da bolsa de Hong Kong terminou o pregão em queda de 1,87%, atingindo 10.829,73 pontos. O índice acabou sendo fortemente pressionado devido às preocupações por parte dos investidores sobre o impacto da política macroeconômica nos EUA sobre a sua moeda o dólar de Hong Kong, que é atrelado ao dólar norte-americano. Também em queda fechou a bolsa australiana, com o índice All Ordinaries em baixa de 0,90% a 3.383,90 pontos, influenciada pela decisão do Banco Central Australiano de aumentar as taxas de juros no início desta semana.

Barril do petróleo em alta

No mercado futuro de Londres, o barril de petróleo do tipo Brent estava sendo cotado a US$ 24,64 com alta de 0,08% frente ao fechamento anterior, acumulando nos últimos sete dias alta de 2,57% e no ano de 24,02%.

Continua depois da publicidade

Iene e Euro seguem com desvalorização no mercado de câmbio

No mercado de câmbio, a moeda japonesa estava sendo negociada a JPY 131,85 com desvalorização de 0,38% frente ao fechamento anterior. Enquanto o Euro estava sendo cotado a 0,8840 por dólar, desvalorização de 0,11% frente ao fechamento anterior.