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SÃO PAULO – As principais bolsas europeias terminaram a sessão desta terça-feira (23) em queda, revertendo a tendência de alta predominante durante o período da manhã. O principal foco de preocupação ficou com a deterioração da confiança do consumidor nos EUA.
O Consumer Confidence norte-americano decepcionou os investidores ao atingir o menor patamar em 10 meses e ficar abaixo da estimativa dos analistas. O indicador registrou 46,0 pontos no mês, número pior do que o de janeiro, cujo resultado foi revisado de 55,9 pontos para 56,5 pontos.
No mesmo sentido, a confiança dos empresários alemães recuou inesperadamente durante o mês de fevereiro, revela estudo do instituto alemão Ifo. O indicador recuou de 95,8 pontos para 95,2 pontos, a primeira queda em onze meses.
Na França, o nível de inflação aos consumidores acelerou para 1,2% na comparação com fevereiro de 2009, o maior incremento desde dezembro de 2008. Apesar disso, o resultado ficou aquém das expectativas de 1,3%. Já os gastos dos consumidores recuaram 2,7% em janeiro, enquanto era esperada queda de 1,1%.
Commodities revertem tendência
Entre os destaque da sessão aparecem as empresas ligadas ao setor de commodities. No início da manhã, o bom humor do mercado e valorização de matérias primas metálicas faziam com que Londres operasse no positivo.
No entanto, os preços das commodities reverteram a tendência de alta, assim como os ativos de Eurasian Natural (-3,76%), Xstrata (-3,39%), Fresnillo (-3,34%) e Lonmin (-3,25%), que terminaram ocupando destaque na ponta negativa do índice FTSE 100.
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Destaques de baixa
Na Áustria, a Raiffesen International despencou 12%, o maior declínio desde março, em meio à especulação de que a companhia estaria considerando fusão com sua sócia majoritária, a Raiffeisen Zentralbank Oesterreich.
Já em Frankfurt, o Commerzbank perdeu 4,49%, após reportar prejuízo de € 1,86 bilhão no quarto trimestre, resultado abaixo do que os analistas esperavam. A Merck perdeu 9,32% na sessão, destaque de queda do índice DAX 30, após propor redução de 33% em seus dividendos, estimando que os ganhos serão menores do que anteriormente projetado.
Destaques de alta
Do outro lado do mercado, na bolsa londrina, as ações da Wolseley avançaram 12,49% após a fabricante inglesa elevar sua estimativa de lucro para 2010.
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Na Dinamarca, os papéis da cervejaria Carlsberg dispararam 8% com o desempenho acima das expectativas no ano passado. Seu lucro subiu para 383 milhões de coroas dinamarquesas (US$ 70 milhões) no quarto trimestre do ano passado, batendo o montante de 111 milhões de coroas registrado no mesmo período do ano anterior. Ainda assim, a receita teve queda de 6%.
Subiram também as ações da Heineken (+3,1%) na bolsa de Amsterdã, cujo lucro anual subiu para € 1,02 bilhão (US$ 1,39 bilhões) em 2009, ou € 2,08 por ação.
Confira as cotações
O índice CAC 40 da bolsa de Paris apresentou desvalorização de 1,32%, a 3.707 pontos, acumulando no ano forte baixa de 5,86%, enquanto o FTSE 100 da bolsa de Londres encerrou em baixa de 0,69%, atingindo 5.315 pontos e sua variação no ano acumula baixa de 1,81%.
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A Bolsa de Frankfurt, apresentou uma baixa de 1,48% , atingindo 5.604 pontos, acumulando desvalorização de 5,92%.
| % Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
|---|---|---|---|---|
| FTSE 100 | -0,69 |
5.315 | +0,23 |
-1,80 |
| CAC 40 | -1,32 |
3.707 | -2,97 |
-5,82 |
| DAX 30 | -1,48 |
5.604 | -1,60 |
-5,92 |
| SMI | -0,47 |
6.656 | +2,50 |
+1,68 |
| FTSE MIB | -2,26 |
21.214 | -6,00 |
-8,75 |