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Bolsas europeias abrem em queda após impasse no Eurogrupo; EUA perto de 400 mil casos da Covid-19

Donald Trump acusou a OMS de errar nos prognósticos e conselhos sobre o avanço da Covid-19

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(Shutterstock)
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SÃO PAULO – As Bolsas europeias abriram em queda nesta quarta-feira, com o impasse na reunião do Eurogrupo em Bruxelas. Os mercados da Ásia fecharam na maioria em baixa, enquanto os índices futuros de Nova York operam perto da estabilidade.

A Bolsa da China caiu 0,2% e a de Hong Kong,1,2%. Já a do Japão encerrou em alta de 2,1%.

Por volta das 6h30, o índice Dax, da Bolsa alemã, tinha baixa de 1,1%. Já o FTSE, do mercado britânico, registrava uma desvalorização de 1,7% (acompanhe a cobertura em tempo real dos mercados no Telegram do InfoMoney).

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Nos Estados Unidos, a epidemia do coronavírus avança e o país deve ultrapassar na manhã de hoje a marca das 400 mil pessoas infectadas, informa a Universidade Johns Hopkins. O presidente Donald Trump lançou pesados ataques contra a Organização Mundial da Saúde (OMS) na noite de ontem. Acusou a entidade de errar nos prognósticos e conselhos sobre o avanço da Covid-19 nos EUA.

Trump ameaçou cortar pela metade a contribuição americana à OMS. Uma reportagem da CNBC ressaltou que ele só poderia fazer isso com aprovação do Congresso.

A Comissão Nacional de Saúde da China reportou duas mortes pelo coronavírus e 62 novos casos em 7 de abril. Mesmo assim, a partir de hoje, acabaram as restrições sobre a cidade de Wuhan, epicentro original da pandemia.

Ainda segundo a CNBC, o Eurogrupo, que reúne os ministros da economia dospaíses que fazem parte da zona do euro, não chegou a um acordo. Os representantes da Holanda e da Alemanha são contrários a emissões gigantescas de bônus da dívida pelo Banco Central Europeu (BCE) como forma de reduzir os impactos econômicos da pandemia.

O Eurogrupo se reunirá novamente amanhã e sobre a mesa está um pacote de 1,5 trilhão de euros a serem gastos em três anos, informa o jornal britânico Financial Times.

França, Itália e Espanha defendem um gasto especial para os países mais atingidos pela pandemia, apelidado de “coronabônus”.

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“Precisamos de um novo Plano Marshall, uma estratégia conjunta de investimentos com a emissão de bônus de 15 e 20 anos”, afirmou Bruno Le Maire, ministro da economia da França, citado pelo jornal italiano Corriere della Sera.

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