Bolsas estendem perdas e Ibovespa tem pior queda semanal desde final de 2008

Apesar de diminuir ritmo de desvalorização no final, índice teve queda de 0,86% no pregão e de 6,90% na semana

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Na última sessão da semana, os mercados acionários estenderam as perdas da véspera, recuando na Europa, nos EUA e no Brasil. Apesar de bons dados contidos no Relatório de Emprego e melhora no crédito ao consumidor norte-americano, predominaram os temores com relação à extensão da crise fiscal na Europa. Assim, mesmo amenizando as perdas na hora final do pregão, o Ibovespa fechou nesta sexta-feira (7) em queda de 0,86%, a 62.870 pontos – menor patamar desde 5 de fevereiro deste ano – e desvalorização semanal de 6,90% – a pior desde a penúltima semana de novembro de 2008. O volume financeiro totalizou R$ 7,72 bilhões.

Os ministros das finanças do G-7 realizam uma teleconferência nesta sessão para analisar a situação grega, gerando expectativas em torno de medidas adicionais para ajudar o país europeu e acalmar os mercados.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o Brasil também participará do resgate à economia grega. De acordo com Mantega, o País fará um aporte de US$ 286 milhões no FMI para ajudar a Grécia. Os recursos sairão das reservas internacionais do País.

Bolsa
A CSN reportou um lucro líquido de R$ 482 milhões no primeiro trimestre deste ano, número 31% maior do que aquele visto no mesmo período do ano passado. Por sua vez, o Ebitda cresceu 91% na mesma base de comparação. O conselho de administração da empresa aprovou um novo programa de recompra de ações. Os papéis da companhia recuaram na sessão

A Petrobras atingiu seu recorde histórico de produção de petróleo no mês de abril. Segundo a companhia, foram produzidos 2,078 milhões de litros por dia da commodity. As ações da Petrobras também fecharam em queda.

A PDG Realty viu seus ganhos líquidos subirem 153% no primeiro trimestre para R$ 136,14 milhões. Já a receita líquida da empresa subiu para R$ 613,20 milhões. Os ativos da PDG registraram baixa de mais de 4% no pregão.

O lucro líquido da Cemig aumentou 24,7% no primeiro trimestre deste ano e atingiu R$ 419,2 milhões. Os papéis da empresa registraram leve avanço.

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A GOL informou suas estatísticas preliminares de tráfego referentes ao mês de abril. Em relação ao mês de março, a demanda da GOL nos mercado domésticos e internacionais teve queda de 6,1% e 5,2%, respectivamente. A companhia atribui a baixa a fatores sazonais, notadamente a menor quantidade de dias corridos do mês de abril. Os papéis da companhia aérea fecharam em queda.

Agenda
Nos EUA, destaque para a geração de 290 mil vagas na economia norte-americana em abril – melhor que o esperado pelo mercado, que estimava ganho de 187 mil postos – e para o avanço na taxa de desemprego para 9,9%, pior do que as expectativas do mercado, que giravam em torno de 9,7%. Já o crédito ao consumidor surpreendeu e avançou US$ 2 bilhões em março em relação a fevereiro, surpreendendo positvamente os mercados, que esperavam por recuo do indicador.

O IPCA registrou alta de 0,57% em abril, taxa 0,05 ponto percentual superior à medição do mês de março (+0,52%). Em 12 meses, a alta foi de 5,26%, acima da observada nos 12 meses imediatamente anteriores (5,17%). O IBGE divulgou ainda que a produção da indústria nacional avançou em 12 das 14 regiões pesquisadas na passagem de fevereiro para março.

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Dólar
Após alternar entre perdas e ganhos ao longo do intraday, o dólar comercial fechou estável a R$ 1,851. Apesar da variação nula, a moeda acumulou na semana uma valorização de 6,5%, a maior desde novembro de 2008, quando a divisa norte-americana subiu 8,37% no período entre os dias 17 e 21 daquele mês. O movimento mostra a forte instabilidade vista atualmente nos mercados, já que, na última segunda-feira, a divisa norte-americana chegou à sua menor cotação desde o começo de janeiro (R$ 1,731) 

No front doméstico, o Banco Central do Brasil manteve ativo seu ciclo de intervenções no mercado cambial ao realizar mais um leilão de compra de dólares. A operação ocorreu entre as 12h21 e as 12h31 (horário de Brasília) e contou com uma taxa de corte de R$ 1,8467.

Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou em predominante queda, com algumas poucas altas no médio prazo. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2011, registrou uma taxa de 11,03%, 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira.

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Pelo mercado da dívida externa, o bônus mais líquido, Global 40, era cotado a 131,90% do valor de face no fechamento dos mercados, queda de 0,11% em relação à véspera. O risco-país, por sua vez, subiu 1 ponto, sendo cotado a 239 pontos-base.

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