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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em forte baixa nesta sexta-feira (21), em linha com os mercados futuros dos EUA. As cotações do petróleo e do ouro caem, favorecendo o dólar, que se valoriza frente ao iene e a libra, mas se deprecia diante do euro.
Sem indicadores na agenda norte-americana, investidores se voltam para o outro lado do Atlântico. Por lá, o PMI (Purchasing Managers Index) da Zona do Euro recuou para 56,2 pontos durante o mês de maio, abaixo dos 57,3 pontos vistos em abril e do previsto por analistas. Contudo, vale ressaltar que qualquer patamar acima dos 50 pontos indica expansão da manufatura no período.
Por sua vez, a confiança do empresário alemão apresentou queda decepcionante em abril, para 101,5 pontos, de acordo com o instituto Ifo. Era esperada uma elevação para a casa dos 101,9 pontos.
Empréstimos japoneses, crescimento alemão
O BoJ (Bank of Japan) optou por manter a taxa básica de juro corrente, ao deixá-la em 0,1% ao ano. A despeito da inércia, o banco central tomou novas medidas para combater a falta de liquidez na economia, ao noticiar que concederá empréstimos de um ano para bancos, a fim de encorajar a expansão de crédito e acabar a deflação.
No Velho Continente, o PIB (Produto Interno Bruto) da Alemanha mostrou crescimento de 0,2% no primeiro trimestre, em comparação aos últimos três meses de 2009.
Tombo duplo vem aí?
Joelle Anamootoo, analista do Deutsche Bank, avalia que “se o programa de resgate europeu falhar, possivelmente haverá um quadro muito mais negativo, com a chance de um tombo duplo e uma recessão”. Para o analista, “pelos riscos negativos existentes, as autoridades europeias possuem todos os incentivos para lutarem”. Entretanto, “infelizmente os retornos não foram até agora uniformemente encorajadores”.
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Ouro para longo prazo
Para Eugen Weinberg, analista do Commerzbank, “investidores direcionados para o longo prazo ainda estão acumulando ouro”, tendo em vista a tendência de alta do metal precioso. Weinberg avalia que a desvalorização recente “é provavelmente atribuída à realização de lucros por investidores especuladores”.
Sem crescimento, nem certezas
Segundo Joost van Leenders, analista do BNP Paribas em Amsterdã, a consolidação fiscal “será um empecilho ao crescimento no segundo semestre deste ano e em 2011”. Em um viés de curto prazo, van Leenders pondera que há incertezas sobre as direções dos mercados nas próximas sessões e prevê desaceleração econômica à frente.
Indicador errado no dia errado
Diante da alta no Initial Claims dos EUA, que mensura os pedidos de seguro-desemprego, Michael Bush, analista do Australia Bank, acredita que o indicador “é um caso de um número errado aparecendo no dia errado”. Conforme seu olhar, “os mercados não precisavam de novas dúvidas sobre a força da recuperação norte-americana”.
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EUA mais atrativo que Europa
“Os investidores podem estar mais céticos quanto às soluções para o problema europeu com as dívidas”. A afirmação é de Yoshio Takahashi, estrategista chefe de renda fixa do Barclays em Tóquio, e sintetiza seu viés frente ao aumento dos rendimentos nos títulos públicos do Velho Continente. “Muitos investidores avaliam que os títulos europeus em geral são menos atrativos do que os Treasuries, não apenas em relação aos títulos gregos e periféricos”, completou.