Bolsas em baixa, à espera de indicadores, com emissão grega e chineses sem capital

Trade Balance se destaca nos EUA, enquanto gregos vendem títulos e bancos chineses se veem em xeque; celulose em alta

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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em baixa nesta terça-feira (12), em linha com os mercados futuros dos EUA. As cotações do petróleo e do ouro caem, favorecendo o dólar, que se valoriza frente ao euro e à libra esterlina, mas se deprecia diante do iene.

A Grécia vendeu € 1,56 bilhão de títulos públicos de 52 e 26 semanas, acima do montante previsto inicialmente, de € 1,2 bilhão. É a primeira venda desde o anúncio do resgate pelos ministros de Finanças da Zona do Euro. 

De Atenas a Washington, olhos atentos à Trade Balance (9h30), com a balança comercial dos EUA em fevereiro. Ao mesmo tempo, há o Export Prices, que mede os preços dos produtos exportados, excluídos os da agricultura – devido aos subsídios – e o Import Prices, com os preços dos produtos importados, excluindo os preços do petróleo, por causa da volatilidade. Ambos se referem a março. 

Bancos chineses sem capital
Os quatro maiores bancos da China precisarão levantar 480 milhões de yuans (US$ 70 bilhões) para atender os reguladores, conforme projeções de Yang Kaisheng, presidente do ICBC (Industral & Commercial Bank of China).

As estimativas preveem a quantidade de capital necessária para que a quadra composta por ICBC, China Construction Bank, Bank of China e Bank of Communications mantenha os níveis de capital em pelo menos 11,5%, em meio às projeções de geração de crédito de 15 trilhões de yuans nos próximos cinco anos.

Menor ritmo em 14 meses
O índice de preços aos produtores do Japão recuou no menor ritmo dos últimos 14 meses em março, segundo dados divulgados pelo BoJ (Bank of Japan), ao cair 1,3% na base anual e subir 0,2% na relação mês a mês. A desaceleração foi influenciada pelos maiores preços das matérias-primas e a decorrente queda nos lucros corporativos.

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Base diferente, com maior renda
Para aqueles que enxergam uma possível bolha imobiliária na China, John Derrick – diretor de research da U.S. Global Investors –, vê o cenário com outras lentes. “Os preços chineses dos imóveis dobraram desde o final dos anos 1990, mas é importante lembrar que os preços subiram de uma base muito menor do que a vista nos países desenvolvidos, onde as bolhas foram criadas”, discorre o analista.

Além disso, Derrick ressalta que a renda disponível às famílias chinesas mais do que dobrou no período, como contraparte à ascensão nos preços. “A alta da classe média chinesa é um fenômeno econômico global importante, visto que mais de dez milhões de pessoas são adicionadas ao grupo todo ano”, conclui o diretor de research.  

Celulose em alta
“As exportações de celulose do Brasil dispararam”. A afirmação é de Juan Tavarez, analista do Citigroup, e pondera o crescimento mensal de 35% e anual de 66% das exportações de celulose em março, que totalizaram 885 mil toneladas – maior patamar desde julho de 2008. Segundo o banco, a recuperação nas exportações da China, aliada à ininterrupção da oferta no Chile, devem manter as vendas externas brasileiras em alta.    

No Brasil
Por aqui, destaque para o início da temporada de resultados no Brasil, com a Localiza – após o pregão –, e para o cronograma de oferta de ações, no qual teremos o seguinte evento: encerramento do período de reserva das ofertas primária e secundária da Mills.

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Complô asiático
As siderúrgicas sul-coreanas planejam persuadir as rivais japonesas a entrarem na luta contra o reajuste ascendente do minério de ferro proposto pelo tripé Vale, Rio Tinto e BHP Billiton, conforme listado pelo Ministro da Economia da Coreia do Sul.