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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em alta nesta quinta-feira (6), em linha com os mercados futuros dos EUA e com as cotações do petróleo e do ouro. No mercado de câmbio, o dóla se desvaloriza frente ao euro, à libra esterlina e ao iene.
Nos EUA, olhos atentos à preliminar do Productivity & Costs (9h30), com a produtividade da mão-de-obra norte-americana, excluído o setor agropecuário. O relatório é do primeiro trimestre. Simultaneamente, há o Initial Claims semanal, até o dia 1º de maio, que traz os pedidos de auxílio-desemprego no país.
Destaque também para o discurso de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, na 46ª Conferência Nacional do Fed de Chicago sobre Estrutura Bancária. O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, se pronunciará perante a Comissão de Investigação sobre a Crise Financeira, acerca do sistema bancário. Discursos de James Bullard – presidente do Fed regional de St. Louis – e de Jeffrey Lacker, presidente do Fed regional de Richmond também entram na pauta do dia.
Inércia e contágio
O BCE (Banco Central Europeu) manteve a política monetária atual, ao permanecer com a taxa básica de juro em 1% ao ano, menor nível desde a sua fundação, datada de 1999. O presidente da autoridade monetária, Jean-Claude Trichet, deve se pronunciar ainda nesta manhã acerca das decisões tomadas pelo banco e da crise fiscal grega.
A agência de classificação de risco Moody’s prevê que os riscos de contágio da crise fiscal na Grécia podem ocorrer em toda Zona do Euro. “O potencial contágio para outros países e para os sistemas bancários deles é uma ameaça comum”, disse Ross Abercromby, analista da Moody’s.
Recuo apenas imobiliário na China
“A desaceleração do setor imobiliário [chinês] provavelmente não causará um declínio significativo em toda a atividade econômica, devido à baixa alavancagem existente”. A afirmação é de Michael Buchanan, analista do Goldman Sachs, e sintetiza como o banco pondera o setor imobiliário da China, visto que as famílias emprestaram menos para comprar imóveis do que nos países desenvolvidos. Para o analista, provavelmente a desaceleração dos imóveis não afetará o mercado acionário chinês assim como ocorrido nos EUA.
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Correção ainda em voga…
Para Jan Loeys, estrategista do JPMorgan Chase em Londres, “a correção em ativos de risco ainda não está terminada”. Conforme seu olhar, “a escalada da crise soberana na Zona do Euro levanta riscos de desaceleração econômica”. O banco norte-americano acredita que “não há sinais de que a crise que afundou a região será acalmada”.
…oportunidade de ir às compras
Por outro lado, os analistas Karen Olney e Nick Nelson, do UBS, consideram que há uma boa oportunidade para comprar ações europeias, especialmente de companhias que possam se beneficiar de um euro mais fraco. “Enquanto existem muitas razões para se preocupar, a maioria dos países europeus estão longe do status de podres em seus títulos e vivenciam uma recuperação no crescimento econômico”, discorre o banco suíço.
Por aqui
No cenário interno, a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) domina as atenções, com o mercado esperando sinalizações sobre qual será a duração e a intensidade do aperto monetário no País. Além disso, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou o IGP – DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) de abril, com inflação de 0,72% no período – abaixo do esperado pelo mercado (0,79%).
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Às 11h00, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) divulgará o ICV (Índice de Custo de Vida), que traz o custo de vida dos moradores de São Paulo em abril. Por último, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgará o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (10h00) de abril, que calcula o montante da safra agrícola acumulado desde o início do ano.
Corporativo
Além disso, as seguintes empresas realizarão teleconferência com acionistas: ABNote (10h00), Vale (11h00), Porto Seguro (11h30), GOL (11h30), Gerdau (14h00) e EDP (15h00).
Por fim, a GOL (GOLL4) divulgou seu resultado do primeiro trimestre, revelando lucro líquido de R$ 23,9 milhões, queda de 61,4% em relação os ganhos vistos no mesmo período do ano passado. A Metalfrio (FRIO3) também anunciou seu resultado do primeiro trimestre de 2010, quando revelou lucro líquido de R$ 17,3 milhões, recuperando-se do prejuízo de R$ 17,2 milhões há um ano.