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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em alta nesta sexta-feira (8), em linha com os mercados futuros dos EUA. As cotações do petróleo e do ouro recuam, favorecendo o dólar, que se valoriza frente à libra esterlina, mas sucumbe ao iene e ao euro.
Nos EUA, às 11h30 (horário de Brasília), todos os olhos se voltam ao Employment Report de dezembro, que é composto pelos seguintes indicadores: Nonfarm Payrolls, com o número de empregos gerados; Taxa de Desemprego; Average Workweek, com as horas trabalhadas semanais; e Hourly Earnings, com a remuneração por hora trabalhada.
Com menor apelo, há também o Wholesale Inventories (13h00) de novembro, contendo informações sobre a venda e os estoques do setor atacadista norte-americano. Por fim, destaque para o Consumer Credit (18h00), responsável por medir o volume de crédito oferecido ao consumidor, a ser divulgado pelo Federal Reserve.
Em adição, destaque para os discursos dos presidentes regionais do Fed: James Bullard (St. Louis); Eric Rosengren (Boston); Denis Lockhart (Atlanta) e Jeffrey Lacker (Richmond).
Crescimento europeu, contração chinesa
O PIB (Produto Interno Bruto) da União Europeia apresentou incremento de 0,3% no terceiro trimestre do último ano, em relação ao trimestre anterior, segundo a Eurostat. Na Zona do Euro, o avanço no nível de produto foi ainda maior, na casa de 0,4% entre julho e setembro de 2009.
Diante do aumento de quatro pontos-base no cupom de 1,3684% de títulos do People’s Bank of China em sua operação semanal de mercado aberto, cresce o sentimento de reversão na política monetária chinesa. Para Shi Lei, analista do Bank of China, o volume de crédito poderá cair para menos de 2,6 trilhões de yuans neste primeiro trimestre, ante 4,58 trilhões de yuans emprestados em período igual de 2009.
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Propaganda enganosa não é crime?
O Nobel de Economia Joseph Stiglitz acredita que os investidores “falam com muito entusiasmo” dos sinais de recuperação na economia, a fim de impulsionar os mercados. “Wall Street está empolgada com a recuperação porque gostaria de vender ações”, disparou Stiglitz, durante entrevista em Paris. Para o professor da Universidade de Columbia, as ações estão em alta devido aos juros baixos e aos cortes nos custos das companhias – fatores que indicam permanência da fraqueza nas economias.
Não adianta separar
Para John Cassidy, autor do livro “How Markets Fail” e redator da revista New Yorker, o presidente do Federal Reserve Ben Bernanke continuou com o legado deixado por Alan Greespan, ex-chairman do Fed. “Ao procurar separar as decisões da taxa básica de juros da estabilidade financeira, Bernanke retorna ao pensamento da era Greenspan”, disse Cassidy, em referência à declaração do atual presidente do Fed de que o Banco Central não foi responsável pela crise do subprime.
Estratégia de saída vem aí
Conforme o olhar de Bill Gross, fundador e CIO (Chief Investment Officer) da Pimco, se 2008 foi o ano da crise financeira e 2009 foi marcado pela retomada via política monetária e pacotes de estímulos fiscais, 2010 tem tudo para ser o ano das estratégias de saída. “Os investidores devem considerar os fundamentos econômicos e os ativos que, em breve, serão precificados em um mundo menos dominado pelo setor público”, discorre Gross.
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Palpites
Como em todo começo de ano, Bob Doll, vice-presidente da BlackRock, listou algumas apostas para 2010: (i) crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA maior que 3%, acima dos países desenvolvidos; (ii) permanência do desemprego norte-americano em níveis altos; (iii) lucros corporativos crescerão de 20% a 30%, dados os menores custos e a maior produtividade a serem trazidos com um dólar mais fraco; (iv) desempenho acima da média global dos mercados emergentes.
Cenário interno
A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) de dezembro, com deflação de 0,11% no período. Em 2009, o índice marcou variação negativa de 1,43%. Há também o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) relativo à primeira quadrissemana de janeiro, com avanço de 0,51% no nível geral de preços – maior variação ascendente em quatro meses.
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anunciou a Pesquisa Industrial Mensal de novembro, com a Produção Física, que acompanha a evolução do mercado de trabalho e da produção na indústria, só em versão regional.
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Máxima de 13 meses
O preço do minério de ferro na China atingiu o maior patamar em 13 meses, ao listar US$ 130,1 por tonelada métrica. A cotação se refere ao minério com 62% de pureza entregue ao porto de Tianjin. Com a alta, cresce o sentimento otimista em torno das próximas negociações entre as siderúrgicas e a Vale, referentes ao reajuste para o contrato de minério de ferro.
Rápidas
- Racional: Mark Mobius acredita que o mercado imobiliário na China não será uma nova bolha. “Os chineses agirão racionalmente e eles não vão matar o mercado”.
- Correção: à frente, o Morgan Stanley prevê “correções” nos mercados emergentes, dados os sinais de contração na política monetária. “O trigger poderá ser um aperto monetário”.