Bolsas em alta, com avanço no PIB do Reino Unido e nas exportações da Alemanha

Alemães veem avanço de 4,7% nas vendas externas e ingleses listam alta de 0,4% no produto; resgate grego no fim de semana?

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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em alta nesta sexta-feira (9), em linha com os mercados futuros dos EUA. As cotações do petróleo e do ouro avançam, desfavorecendo o dólar, que se desvaloriza frente ao euro e à libra esterlina, mas se aprecia diante do iene.

Nos EUA, olhos atentos ao Wholesale Inventories, que contém informações sobre as vendas e os estoques do setor atacadista norte-americano e é preparado pelo Departamento de Comércio. O indicador se refere a fevereiro e será anunciado às 11h00.

Exportações em alta
A Alemanha
relatou crescimento de 4,7% no volume de exportações na passagem entre janeiro e fevereiro, alcançando € 70 bilhões no segundo mês do ano. As vendas externas se beneficiaram da recuperação no comércio internacional e da desvalorização do euro frente às principais moedas do mundo.

Na base anual, o avanço relatado ainda foi maior, de 9,6%. Já as importações subiram 4,2% na relação ano a ano, para € 57,3 bilhões. Como resposta, a balança comercial atingiu um superávit de € 12,6 bilhões, acima do resultado positivo de € 8,9 bilhões em fevereiro de 2009.

PIB e PPI no Reino Unido
De Berlim para Londres, o PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido mostrou expansão de 0,4% no decorrer do primeiro trimestre, mesmo ritmo de crescimento em relação aos últimos três meses de 2009.

Já o PPI (Producer Price Index) do Reino Unido apresentou variação positiva de 0,9% em março – na base mensal –, acima do esperado por analistas. Na relação ano a ano, a alta de 5% também surpreendeu negativamente o mercado.

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Intervenção inevitável
Para Stephane Deo, economista-chefe do UBS na Europa, a elevação da projeção de déficit fiscal na Grécia tornou a situação helênica insustentável. “A recente reação do mercado indica que uma intervenção extrema poderá ser inevitável”, declarou a economista, que acredita na possibilidade de “uma intervenção no fim de semana”.

Em linha com sua colega de banco, o analista Paul Donovan, do mesmo UBS, acredita que “a mão invisível do mercado tem socado a república helênica com alguma força”. Em vista da ausência de uma liderança na Zona do Euro, Donovan acredita que uma intervenção do FMI (Fundo Monetário Internacional) deverá ocorrer neste final de semana.

“A Grécia possui dois problemas que se relacionam. A deterioração na qualidade do crédito é especifica à Grécia e não deve se expandir à Zona do Euro”, completou Donovan, citando ainda o segundo problema, com potencial de contágio maior: a falta de liquidez encontrada pelo país helênico, a qual o FMI “também pode ajudar”.

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Greenspan culpado
Peter Cardillo, analista da Avalon Partners, avalia que o ex-presidente do Federal Reserve, Alan Greespan, é parcialmente culpado pela bolha do subprime. “A culpa deve ser dividida entre os políticos, assim como com o senhor Greenspan. Se você mantém o juro básico baixo por um longo período como ele fez, obviamente você criará uma bolha”, disse Cardillo, em entrevista à CNBC.

No Brasil
O IBGE publicará às 9h00 sua Pesquisa Industrial do Emprego e Salário, com indicadores de curto prazo sobre o comportamento do emprego e dos salários nas atividades industriais em termos nominais e reais. Além disso, foi divulgada a variação quadrissemanal do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas), com inflação de 0,23% no período.