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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em alta nesta segunda-feira (29), em linha com os mercados futuros dos EUA. As cotações do petróleo e do ouro sobem, desfavorecendo o dólar, que se desvaloriza frente ao euro e à libra esterlina, mas se aprecia diante do iene.
Nos EUA, o Departamento de Comércio divulgará o Personal Income (9h30) e o Personal Spending (9h30), que avaliam a renda e o gasto pessoal, respectivamente, do cidadão norte-americano. Os indicadores vêm acompanhados do núcleo do PCE (Personal Consumption Expenditures), uma das medidas inflacionárias preferidas pelo Federal Reserve.
Ratings, confiança e futuros
A agência de classificação de risco Standard & Poor’s manteve a perspectiva negativa para o rating soberano do Reino Unido, destacando que a dívida pública poderá chegar a patamares incompatíveis com o triplo A, rating atual do país britânico.
Ainda no Velho Continente, o índice que mede a confiança dos empresários e consumidores europeus subiu na passagem de fevereiro para março, de 95,9 pontos para 97,7 pontos. O indicador superou as projeções dos analistas, na casa de 97,1 pontos.
No Oriente, a Bolsa Financeira de Futuros da China afirmou em nota que as negociações nos índices futuros começarão no próximo dia 16. Os primeiros contratos futuros a serem negociados são de maio, junho, setembro e dezembro.
Prevenções e remédios
Para Gregory Mankiw, professor de Economia na Universidade de Harvard, a regulação do sistema financeiro não prevenirá crises futuras. “Devemos nos planejar para crises futuras, que ocorrerão em alguma data desconhecida e por algum motivo, e nos defendermos com melhores ferramentas para limpar a bagunça”, disse Mankiw, em sua coluna no The New York Times.
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Dentre as ferramentas preventivas, o economista propõe que o governo requeira aos bancos a emissão de dívidas colaterais que possam ser conversíveis em ações quando um regulador avaliar que tais instituições estão sem capital. “Essa dívida seria uma recapitalização pré-planejada caso ocorra uma crise, e a infusão de capital seria privada, ao invés de pública”, completa o professor de Economia.
Rainha em xeque
Matéria publicada na revista The Economist revela o quão frágil está a economia do Reino Unido. A dívida do setor público deverá aumentar mais de 50% entre 2007 e 2014, quando chegará à casa de 98% do PIB (Produto Interno Bruto), conforme projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional). Para 2010, o periódico destaca que o Fundo prevê crescimento inferior a 1,5% no PIB. “Um período de sobriedade privada e austeridade pública [para o Reino Unido] pode não ser uma coisa ruim”, completa a The Economist.
Em linha, o analista Michael Saunders, do Citigroup, se vê “cético” com o tema britânico de que ganhos futuros de eficiência podem levar a uma consolidação fiscal menos dolorosa. “Os programas recentes do governo focados em eficiência não geraram ganhos notáveis na produtividade do setor público ou nos custos de controle”, discorre o analista, prevendo ainda que a libra esterlina permanecerá vulnerável.
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Front interno
No Brasil, o Banco Central divulgou o tradicional Relatório Focus, que compila a opinião das instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos do País.
No âmbito corporativo, destaque para o encerramento do período de reserva (exceto para pessoas vinculadas) das ofertas primária e secundária da EcoRodovias. Após o pregão, saem os resultados de Rossi Residencial e Lupatech. Por fim, as seguintes empresas realizarão teleconferências com seus acionistas: Tecnisa (11h00) e Copasa (15h00)
Fechou o dobro?
A Vale (VALE3, VALE5) deverá acertar ainda em março os contratos para elevar o preço do minério de ferro com as siderúrgicas japonesas, segundo reportagem do jornal Yomiuri Shimbun. Os preços acordados para o minério chegam a US$ 110 por tonelada métrica e passariam vigorar já em abril, o que representa uma elevação próxima a 100%.
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