Bolsas em alta, com avanço do petróleo e à espera de indicadores e Copom

Óleo bruto sobe e anima mercado, que aguarda agenda econômica de peso na América; S&P 500 está caro até no longo prazo?

Publicidade

SÃO PAULO – Nesta quarta-feira (17), as bolsas europeias operam em alta, em linha com os mercados futuros dos EUA. As cotações do petróleo e do ouro avançam, desfavorecendo o dólar, que se desvaloriza frente às principais divisas do mundo: iene, euro e libra esterlina.

Nos EUA, destaque para o PPI (Producer Price Index), que mede o preço cobrado pelos produtores, a ser divulgado às 9h30 (horário de Brasília). O indicador vem acompanhado de seu núcleo, Core PPI, formado com exceção aos preços de alimentação. Ainda na sessão, a EIA (Energy Information Administration) anunciará, às 11h30, a medição dos estoques de petróleo.

Em destaque, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, discursará ao Comitê de Serviços Financeiros da Casa dos Representantes sobre o tema da supervisão bancária. Já o presidente regional do Fed de Dallas, Richard Fisher, participará de painel sobre a resposta do euro e do dólar à crise. 

Risco duplo, crescendo mais
O Banco Mundial (Bird) alertou que a China enfrenta um risco duplo em sua economia: uma bolha imobiliária e uma deformidade das finanças dos governos locais, sugerindo a adoção de mais rigidez na política monetária e yuan mais forte. Apesar dos perigos, o Bird elevou sua expectativa de crescimento neste ano, de 9% para 9,5%.

Procura-se liquidez
O BoJ (Bank of Japan) manteve o juro básico em 0,1% ao ano, patamar inalterado desde dezembro de 2008. Por outro lado, a instituição dobrou o montante de empréstimos com vencimento de três meses à disposição do mercado monetário, para ¥ 20 trilhões, ao passo que almeja injetar liquidez na economia assombrada com a deflação.

Medo unânime da inflação
Minuta do BoE (Bank of England) mostra que o comitê decidiu, de forma unânime, pela permanência do programa de compra de títulos de £ 200 bilhões, à medida que alguns membros se preocuparam com a ameaça da inflação. 

Continua depois da publicidade

Caro no longo prazo
Para Robet Shiller, professor de Economia na Universidade de Yale e autor de diversos livros sobre a ciência que leciona, o índice
S&P 500 está atualmente muito caro no viés de longo prazo, com base no P/L (preço sobre projeção de lucro) normalizado. “O P/L subiu para 20,5 vezes, ante a mínima de 13,3 vezes em março de 2009, o que representa uma sobrevalorização de 25% em relação à média de longo prazo de 16,4 vezes”, completa Shiller. 

Minério indigesto
Deng Qilin, presidente da Cisa (China Iron and Steel Association) e da Wuhan Iron & Steel, avalia que as conversas com as mineradoras estão travadas. “As negociações são difíceis. Essas mineradoras esperam um grande aumento” no sistema benchmark de minério de ferro em 2010. “Não podemos digerir essa pressão do que elas nos falam”, afirma Qilin.

Bye bye euro
Em entrevista à CNBC, o investidor bilionário Jim Rogers enxerga uma derrocada do euro, que deixará de existir em duas décadas. “O euro provavelmente quebrará dentro de 15 a 20 anos”, prevê, lembrando que o fato não seria isolado. “Nós temos tido uniões monetárias na história, elas não sobreviveram, esta [Zona do Euro] também não irá”.

Continua depois da publicidade

No Brasil
Por
aqui, olhos atentos à reunião do Copom, que definirá a taxa básica de juros do País. A última edição do relatório Focus demonstra que o mercado aposta em manutenção da Selic em 8,75% ao ano, porém há quem acredite em elevação de 50 pontos-base já neste encontro. 

A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgou seu Índice de Preços ao Consumidor referente à segunda quadrissemana de março, com inflação de 0,51%. No cronograma de oferta de ações, teremos os seguintes eventos: encerramento do processo de Bookbuilding e fixação do preço por Unit da oferta primária da Renova Energia.