Bolsas e commodities sobem no lastro de recuperação econômica japonesa

Alta de 4,8% do PIB do Japão reforça otimismo quanto ao fim da crise; Ibovespa mantém alta, com destaque para Duratex

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SÃO PAULO – Quando a segunda maior economia do mundo cresce a uma taxa anualizada de 4,8%, é sinal de que a crise deve estar com seus dias contados. Indicadores divulgados pelo governo japonês inspiram otimismo entre investidores e a segunda-feira (16) se traduz como um pregão de alta nas principais bolsas do mundo.

O crescimento reportado pelo PIB (Produto Interno Bruto) do Japão superou em muito os 2,9% previstos e reforça as projeções de recuperação econômica mundial. Já nos EUA, números divergentes dão o tom entre indicadores. O NY Empire State Index revelou uma atividade industrial na região de Nova York bem abaixo do esperado para novembro e do registrado em outubro.

Em contrapartida, o Retail Sales apontou forte alta de 1,4% nas vendas totais do varejo dos EUA no décimo mês do ano, embora a expansão registrada na base de cálculo que exclui o setor de automóveis tenha ficado abaixo do previsto. Por falar em indústria automobilística, a GM reportou prejuízo de US$ 1,15 bilhão no terceiro trimestre, mas mostrou-se otimista quanto ao futuro e anunciou planos de em breve pagar empréstimos concedidos pelo governo.

Destaques internos

No Brasil, indicadores de peso somam-se a uma movimentada agenda de divulgação de resultados. A balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 165 milhões na segunda semana do mês, enquanto que o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) 15 de novembro marcou inflação de 0,20%. Já o relatório Focus trouxe projeções mais otimistas quanto ao crescimento econômico do País neste ano.

No lado corporativo, o destaque fica para a Petrobras (PETR3, PETR4). A maior empresa brasileira em valor de mercado anunciou na última sexta-feira um lucro líquido de R$ 7,3 bilhões no terceiro trimestre, 26% abaixo do reportado em 2008.

A temporada de anúncio de balanços contábeis segue intensa, com outras empresas de peso divulgando seus números trimestrais. Foi o caso da Cemig (CMIG4), Bradespar (BRAP4) e Eletrobrás ( ELET6), que viu seu lucro líquido cair de R$ 2,11 bilhões no ano passado para R$ 453,8 milhões entre julho e setembro deste ano.

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Treasuries e petróleo

Apesar do clima ameno nas bolsas, investidores ainda procuram títulos mais seguros, como os do Tesouro norte-americano. Com isso, o rendimento das notas de 10 anos, principal referência de juro a longo prazo nos EUA, é negociado em leve queda, mostrando um movimento de alta em seu preço. Por sua vez, o risco-país cai 3 pontos em relação à última sessão, marcando 215 pontos.

Recuperação econômica é sinônimo de maior consumo de commodities. Não à toa, produtos como o ouro, cobre e outros metais operam em forte alta neste pregão. Em sentido semelhante, o barril do petróleo negociado em Nova York mostra valorização de 1,28%, cotado a US$ 77,33 cada.

Câmbio e renda fixa

Em contraposição ao movimento de alta no mercado de commodities, o dólar cai frente às principais moedas do mundo, e a brasileira não é exceção. Por aqui, a moeda norte-americana é cotada a R$ 1,714, baixa de 0,52% em relação à última sexta-feira.

Por sua vez, as taxas dos contratos de DI futuro são negociadas sem trajetória predominante negativa na BM&F Bovespa, refletindo os diversos indicadores da agenda doméstica.

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Ibovespa mantém alta

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, segue a tendência de ganhos no plano externo e mantém alta desde abertura, marcando valorização de 1,69% nesta tarde e atingindo os 66.430 pontos. O volume financeiro é de R$ 3,046 bilhões.

O principal destaque positivo fica com as ações ordinárias da Duratex (DTEX3), que registram valorização de 4,35% e são cotadas a R$ 13,67. Por outro lado, o pior desempenho fica com os papéis preferenciais da Net (NETC4), que são cotados a R$ 24,27 e apresentam baixa de 0,94%.

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

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Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
DTEX3 Duratex ON 13,67 +4,35 n/d 7,29M
USIM3 Usiminas ON 47,48 +4,12 +87,92 13,11M
LREN3 Lojas Renner ON 36,60 +3,83 +134,48 13,09M
TCSL3 TIM Part ON 6,05 +3,60 +23,22 2,74M
NATU3 Natura ON 32,94 +3,29 +83,20 7,61M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
NETC4 Net PN N2 24,27 -0,94 +82,80 16,13M
UGPA4 Ultrapar PN 82,26 -0,87 +66,70 1,97M
ELPL6 Eletropaulo PNB N2 36,23 -0,47 +70,09 3,04M
CGAS5 Comgas PNA 32,73 -0,43 +4,68 416,20K
BBAS3 Brasil ON 31,96 -0,13 +132,01 26,06M


* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)