Bolsas e commodities prometem avanço em manhã ditada por confiança

Renda variável em alta, assim como o petróleo; Obama quer regras para salários nos bancos; Vale anuncia reajuste no minério

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SÃO PAULO – Bolsas e commodities prometem algum avanço nesta quarta-feira (10). O índice MSCI World com ações de 23 mercados desenvolvidos sobe mais de 1% durante a manhã, enquanto o barril de petróleo supera os US$ 71 em Nova York.

Dentro da agenda norte-americana, existem referências sobre balança comercial (Trade Balance, 9h30), estoques de petróleo (11h30), orçamento público (Treasury Budget, 15h00), além do Livro Bege do Fed (15h00).

Amostra de confiança

Segundo pesquisa internacional da Bloomberg, a confiança na economia global subiu pelo terceiro mês consecutivo. O índice apurado pela agência passou de 38,72 em maio para 43,57 em junho. Contudo, leituras abaixo dos 50 pontos ainda refletem pessimismo dominante.

Arrocho salarial

O governo Obama quer conferir poderes à SEC (Securities and Exchange Commission), de modo a influenciar a remuneração de executivos. Por uma nova lei, gestores de instituições financeiras veriam seus salários sujeitos ao voto dos acionistas.

Perfídia

A imprensa oficial chinesa mostra-se ressentida após a Rio Tinto negar recursos da Chinalco em prol de uma joint venture com a BHP. Um comentário na agência Xinhua classifica o ato como “perfídia” e diz que “a Chinalco já foi vista como o cavaleiro branco de uma Rio Tinto grata”.

No Brasil

Especula-se sobre a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que atualiza a taxa Selic depois do fechamento do pregão. Após o PIB (Produto Interno Bruto) melhor que o esperado na véspera, crescem os palpites de corte moderado no juro básico.

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O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) referente ao primeiro decêndio de junho apontou inflação de 0,29%. Já o IPCA de maio registrou taxa de 0,47%.

A agenda da manhã descreve também a Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil de maio.

Reajuste do minério

Em comunicado oficial, a Vale anunciou o corte no preço do minério de ferro em 28,2%, e no das pelotas em 48,3%. O reajuste foi negociado junto à Nippon Steel e à Posco.