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SÃO PAULO – Os principais índices acionários norte-americanos operam em queda na tarde desta sexta-feira (6). A principal referência fica por conta de dados piores que o esperado no mercado de trabalho do país. A temporada de resultados é destaque com os resultados da Kraft Foods e Fannie Mae.
O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, opera em desvalorização de 1,34% e atinge 1.111 pontos. O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, negocia em baixa de 1,22% a 10.545 pontos, enquanto o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, cai 1,19%, chegando a 2.266 pontos.
| % Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
|---|---|---|---|---|
| Nasdaq | -1,19 |
2.266 | +4,92 |
-0,15 |
| Dow Jones | -1,22 |
10.545 | +5,26 |
+1,12 |
| S&P 500 | -1,34 |
1.111 | +4,76 |
-0,39 |
Agenda
Trazendo mais dados decepcionantes do que positivos, o relatório de julho do mercado de trabalho norte-americano mostrou que foram cortadas 131 mil vagas de emprego no mês passado, número pior do que o esperado pelo mercado, que apostava em uma redução de 87 mil postos. O resultado de junho também foi revisado de um corte de 125 mil para 221 mil vagas.
A taxa de desemprego, contudo, manteve-se estável em 9,5%, enquanto o mercado esperava um aumento para 9,6% na passagem mensal.
Na agenda internacional, a situação econômica da Europa também pede atenção. Por lá, novos dados divergentes foram divulgados. O otimismo do banco central espanhol em relação ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do país, estimado em 0,2% no segundo trimestre, destoa da surpreendente queda na produção industrial alemã, que recuou 0,6% em junho, enquanto o mercado esperava uma alta de 0,5%. Outro dado que pesa para o lado negativo vem do Reino Unido, onde a produção também caiu inesperadamente.
Resultados
A temporada de resultados continua a ser destaque na esfera corporativa. A Kraft Foods vê uma alta de 2,39% em seus papéis, movimento que repercute os ganhos ajustados de US$ 0,60 por ação, acima dos US$ 0,52 esperados pelo mercado.
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A AIG reportou uma perda de US$ 2,7 bilhões, ou US$ 3,96 por ação, no segundo trimestre de 2010, ante o lucro de US$ 1,8 bilhão registrado no mesmo período do ano anterior. Porém, os ganhos ajustados foram de US$ 1,3 bilhão, acima do US$ 1,1 bilhão visto no segundo trimestre de 2009, o que impulsiona a alta de 2,9% dos papéis.
Por fim, a Fannie Mae, financiadora imobiliária resgatada pelo governo norte-americano durante a crise, perdeu US$ 1,2 bilhão no segundo trimestre, resultado expressivamente melhor do que o prejuízo de US$ 11,5 bilhões visto no trimestre anterior. Seus papéis sobem 4,1%.
Outros destaques
Fora da temporada de resultados, destaque para o Washington Post. As ações do jornal despencam 9,3% após seu editor afirmar que as regras propostas pelo Departamento de Educação podem ter “um efeito material” em sua unidade sem fins lucrativos, a Kaplan.
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Já a BP volta ao notíciário depois de ter terminado a inserção de cimento em seu poço que causou o vazamento no Golfo do México. Até o momento, a empresa anunciou que já pagou mais de US$ 303 milhões em créditos às empresas e indivíduos afetados pelo derramamento, incluindo US$ 112 milhões pagos nas últimas três semanas. Seus ADRs (American Depositary Receipts) avançam 1,3% em Nova York.
No front de fusões e aquisições, destaque para a Apple. A tech está em negociações para comprar a Handseeing, uma fabricante de softwares chinesa, segundo um executivo da companhia asiática. Os papéis da Apple operam em queda de 1,2%.
Também no vermelho, os papéis dos varejistas Aeropostale e American Eagle caem 3,9% e 4,05%, nesta ordem, após alguns relatórios negativos de analistas. O UBS cortou o preço-alvo da Aeropostale de US$ 33 para US$ 28, enquanto o Wells Fargo cortou sua recomendação para a American Eagle de “outperform” para “market perform”.