Bolsas dos EUA seguem em alta, com perspectivas de crescimento na Ásia

Indicadores domésticos também colaboram para conduzir ganhos do pregão; no front corporativo, BP e Walt Disney em foco

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SÃO PAULO – As bolsas de valores dos Estados Unidos operam com forte alta na tarde desta quinta-feira (10), impulsionadas pelas pespectivas de crescimento econômico nos países asiáticos. Bons indicadores norte-americanos também ajudam a conduzir a trajetória de alta no pregão e ajudam a compensar os temores sobre a crise europeia – foco de preocupação nos últimos meses.

O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, opera em valorização de 1,89% e atinge 1.076 pontos. O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, negocia em alta de 1,83% a 10.080 pontos, enquanto o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, sobe 1,63%, chegando a 2.194 pontos.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 S&P 500 +1,89 1.076 -6,93 -3,54 
 Dow Jones +1,83 10.080 -6,22 -3,34 
 Nasdaq +1,63 2.194 -7,63 -3,31 


Ásia
O Japão reportou crescimento anualizado de 5% no PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre. Além disso, o superávit da balança comercial chinesa ficou em US$ 19,5 bilhões em maio. Ambos os resultados ficaram acima das projeções do mercado, já trazendo referências favoráveis aos negócios.

EUA
O Departamento de Comércio norte-americano divulgou que o número de novos pedidos de auxílio-desemprego ficou em 456 mil na última semana, superando as expectativas, que giravam em torno de 450 mil. O resultado, porém, veio abaixo dos 459 mil pedidos registrados na semana anterior.

O orçamento do governo norte-americano registrou déficit de US$ 135,927 bilhões no quinto mês de 2010. As projeções apontavam para um saldo deficitário em US$ 142 bilhões. Este é o vigésimo mês consecutivo de saldo negativo do Treasury Budget.

Já o déficit da balança comercial norte-americana diminuiu em abril e surpreendeu analistas. O saldo negativo passou para US$ 40,3 bilhões, ante US$ 40,4 bilhões em março, enquanto as previsões eram de cerca de US$ 41,3 bilhões de déficit.

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O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, disse nesta quinta-feira que a política cambial da China tem desequilibrado a recuperação econômica global e que um yuan mais forte seria benéfico para a população chinesa. Em duas semanas, os senadores norte-americanos votarão um projeto de lei prevendo retaliações à China, por conta da política do país de manter sua taxa de câmbio inalterada. 

Empresas
Os ADRs da BP avançam 6,5%, sugerindo um ajuste após a forte queda de 16% na véspera – vale mencionar que os papéis da empresa tiveram forte recuo na bolsa de Londres. A companhia anunciou que não via razão para a baixa acentuada na última sessão. Desde a explosão de sua plataforma no Golfo do México, as ações da companhia já caíram quase 40%.

Outras petrolíferas, como Exxon Mobil e Chevron, também operam com forte alta na sessão, avançando 2,2% e 3,3%, respectivamente.

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Enquanto isso, os ADRs da britânica ARM também exibem alta 5,2%, em meio a rumores de que a Apple estaria negociando uma oferta de compra da empresa. As ações da norte-americana operam com ganhos de 1,3%, mesmo após a AT&T afirmar que alguns usuários do Ipad tiveram informações pessoais expostas através de uma falha de segurança de rede, apenas dois meses depois que o tablet foi lançado.

A Walt Disney, por sua vez, vê suas ações ganharem 2,4%.A empresa de mídia disse que sua rede de televisão ABC vendeu cerca de US $ 2,4 bilhões em publicidade antes da próxima temporada de sua programação. Os preços médios para programas em horário nobre subiram entre 8% e 9%, segundo afirmou uma pessoa familiarizada com o assunto à Bloomberg.