Bolsas dos EUA refletem ânimo global gerado pela Ásia e abrem em alta

Na China, exportações saltaram e favoreceram superávit comercial; dados positivos compensam temores sobre crise europeia

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SÃO PAULO – As bolsas de valores dos Estados Unidos abriram em alta nesta quarta-feira (10), refletindo o ânimo global desencadeado por pespectivas de crescimento econômico na Ásia, apesar dos números de desemprego piores que o esperado no país.

O índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresenta valorização de 1,87% e atinge 10.085 pontos. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, abre em alta de 1,86% a 1.075 pontos, enquanto o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, sobe 1,56%, chegando a 2.192 pontos.

   %Var Dia   Pontos   %Var 30D   %Var Ano 
 Dow Jones +1,87 10.085 -6,17 -3,29 
 S&P 500 +1,86 1.075 -6,96 -3,57 
 Nasdaq +1,56 2.192 -7,70 -3,38 

Na China, as exportações saltaram em maio e favoreceram o saldo positivo da balança comercial em US$ 19,5 bilhões, ante US$ 1,7 bilhão em abril. Economistas esperavam superávit em torno de US$ 8,2 bilhões. Além disso, o PIB (Produto Interno Bruto) do Japão cresceu um pouco mais que o esperado e a Austrália gerou mais empregos que o previsto.

Os números positivos ajudam a compensar os temores de que a crise europeia, foco de grande preocupação dos mercados nos últimos meses, esteja se espalhando para fora do continente. 

Indicadores
O Departamento de Comércio norte-americano divulgou que apesar de os novos pedidos de auxílio-desemprego terem caído para 456 mil na última semana, ante 459 mil na anterior, o número superou as expectativas, que giravam em torno de 450 mil novas solicitações.

Já retomando o tom positivo, o déficit de balança comercial norte-americana diminuiu em abril e surpreendeu analistas. O saldo negativo passou para US$ 40,3 bilhões, ante US$ 40,4 bilhões em março, enquanto as previsões eram de cerca de US$ 41,3 bilhões de déficit.

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A sessão ainda conta com os dados do Tesouro sobre o orçamento do governo, que serão divulgados às 15h (horário de Brasília). Além disso, o secretário do Tesouro, Timohty Geithner, também chama a atenção, com um discurso no Comitê de Finanças do Senado sobre as relações entre os EUA e a China, maior detentor internacional de Treasuries (títulos públicos norte-americanos). 

Destaques
Os ADRs da BP disparavam 9,5%, sugerindo um ajuste após a forte queda de 16% na véspera, que acompanhou o desempenho dos papéis na bolsa de Londres. A empresa anunciou que não vê razão para a baixa acentuada na última sessão.

Enquanto isso, os ADRs da britânica ARM também exibiam forte alta de 8,4%, em meio a rumores de que a Apple estaria negociando uma oferta de compra da empresa. As ações da norte-americana operavam perto da estabilidade.

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Também no território positivo, estavam as ações de Alcoa, Caterpillar e General Electric, assim como os papéis do Citigroup e do Bank of America.