Bolsas dos EUA operam sem tendência definida, entre agenda e resultados

Expectativa para o início da reunião do G20 e divulgação do calendário de compra de títulos do Fed também dão o tom da sessão

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SÃO PAULO – As principais bolsas norte-americanas operam sem tendência definida no pregão desta quarta-feira (10), em meio à divulgação de indicadores sobre emprego e da balança comercial do país. Além disso, segue a expectativa para o início da reunião do G20, programada para quinta-feira (11).

O índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, negocia em leve desvalorização de 0,25% e atinge 11.319 pontos. Também opera em leve baixa de 0,10% o índice S&P 500, chegando a 1.212 pontos. Por outro lado, o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, sobe 0,10% a 2.566 pontos.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Nasdaq +0,10 2.566 +6,80 +13,07 
 S&P 500 -0,10 1.212 +4,02 +8,71 
 Dow Jones -0,25 11.319 +2,80 +8,54 

O debate sobre a desvalorização cambial do dólar deve estar em pauta na próxima reunião do G20. Desde o início da semana o mercado segue dividido, após uma entrevista do presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, sugerir a volta do padrão ouro.

Ademais, há expectativa para a divulgação do calendário de recompra de títulos do Fed (Federal Reserve), como parte do QE2 (Quantitative Easing 2) que pretende injetar gradualmente US$ 600 bilhões na economia norte-americana até junho de 2011.

Agenda
No campo dos indicadores, destaque para o Initial Claims, que traz os números de novos pedidos de auxilio-desemprego nos EUA. Na última semana foram registrados 435 mil novos pedidos, valor abaixo dos 450 mil esperados pelo mercado.

Já o déficit da balança comercial dos Estados Unidos passou de US$ 46,5 bilhões, nos dados agosto, para US$ 44,0 bilhões no nono mês de 2010, frente à previsão dos analistas de saldo negativo de US$ 44,8 bilhões.

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Cenário corporativo
Com lucro líquido de US$ 205 milhões no trimestre, a Ralph Lauren bateu as expectativas de analistas e apresenta alta de 7,6%. Na comparação com o mesmo período de 2009, a receita da empresa subiu de US$ 1,33 bilhão para US$ 1,49 bilhão, enquanto o lucro aumentou 16%.

Por outro lado, os papéis da Boeing caem 3,25%. A queda ocorre após a fabricante de aviões ter tido problemas com o novo modelo 787, que precisou fazer um pouso de emergência em um vôo teste.

Na ponta negative do S&P 500, as ações da Assurant recuam mais de 9%. Uma notícia do American Banker sugeriu que a seguradora mostra “indícios de abuso” em esquemas que envolvem serviços hipotecários.