Bolsas dos EUA operam sem tendência, com Goldman Sachs em foco

Por outro lado, Citigroup reporta resultados melhores do que o esperado e ações disparam 4%; Leading Indicators surpreende

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SÃO PAULO – Os principais índices acionários dos Estados Unidos operam sem tendência nesta segunda-feira (19), acompanhando as repercussões da acusação contra o Goldman Sachs e as novidades em relação à política chinesa.

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, negocia em desvalorização de 0,69% e atinge 2.464 pontos. Também opera em leve baixa de 0,20% o índice S&P 500, chegando a 1.190 pontos.

Por outro lado, o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, se descola dos demais e sobe 0,14% a 11.034 pontos.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Dow Jones +0,14 11.034 +2,72 +5,81 
 S&P 500 -0,20 1.190 +2,57 +6,69 
 Nasdaq -0,69 2.464 +3,77 +8,59 

Goldman em foco
Não bastasse as preocupações geradas pelas acusações da SEC (Securities and Exchange Commission) em relação ao banco, agora os órgãos reguladores da Alemanha e do Reino Unido instauraram investigações sobre o assunto.

O Goldman Sachs é acusado de fraude civil, por não ter revelado a seus clientes que os portfólios de seus CDOs (Collateralized Debt Obligations), lastrados em títulos imobiliários de alto risco, eram estruturados por um fundo que apostava contra papéis do mercado imobiliário. Segundo o Wall Street Journal, a SEC está investigando outros bancos também.

Os papéis do banco recuam 0,54% na sessão, acompanhados das ações do Bank of America e do JPMorgan Chase, que caem 2,01% e 1,19%, respectivamente.

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Resultados
Na contramão, os papéis do Citigroup avançavam mais de 3,9%, após a instituição ter divulgado lucro líquido de US$ 4,43 bilhões no primeiro trimestre, ante ganhos de US$ 1,59 bilhão no mesmo período do ano passado e prejuízo de US$ 7,58 bilhões entre outubro e dezembro de 2009.

Agenda
O Conference Board divulgou o relatório Leading Indicators de março, com alta de 1,4%. O relatório, que traz a compilação de diversos indicadores já publicados, como permissão para construção, custo da mão-de-obra e auxílio-desemprego, superou as expectativas de alta de 1,1%.