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SÃO PAULO – Os principais índices acionários de Wall Street operam em queda nesta sexta-feira (14), com mercados observando intensa divulgação de indicadores e refletindo a elevação do compulsório na China em 0,5 pontos percentuais, no início desta manhã.
| %Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
|---|---|---|---|---|
| S&P 500 | +0,09 |
1.285 | +4,02 |
+2,17 |
| Nasdaq | -0,00 |
2.735 | +4,51 |
+3,11 |
| Dow Jones | -0,02 |
11.729 | +2,37 |
+1,31 |
Dentre os dados recém divulgados, destaca-se a evolução da produção industrial nos EUA, que superou as estimativas de crescimento em dezembro, tendo registrado alta de 0,8%, a despeito dos 0,4% previstos.
Já a prévia do Michigan Sentiment não superou as projeções do consenso do mercado, que esperava uma pontuação ao redor de 75,5 pontos. O indicador que mede o nível de confiança do cidadão norte-americano na economia do país, registrou 72,7 na primeira medição de 2011.
O Business Invetories por sua vez, que denota as alterações no nível dos estoques da indústria e dos setores de atacado e varejo, avançou 0,2% em novembro, batendo os 0,8% previstos pelo mercado. Na medição anterior, referente a outubro, o indicador havia apresentado 0,8% de avanço, conforme dados revisados.
Números divulgados no início da sessão
Mais cedo, o CPI (Consumer Price Index), índice que mede a evolução dos preços ao consumidor nos EUA, registrou variação positiva de 0,5% em dezembro, ficando acima da variação de 0,4% esperada pelo mercado. Já o Core CPI, que exclui os itens mais voláteis, como energia e alimentação, atendeu as projeções de mercado, avançando de 0,1%.
Enquanto isso, o volume das vendas ao mercado varejista norte-americano subiu 0,6% durante o mês último mês, apontou estudo publicado pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos. O indicador ficou levemente abaixo das expectativas dos analistas, que projetavam uma alta de 0,7% no período.
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O Retail Sales ex-Auto, que exclui o item Automóveis, cujas vendas são consideradas muito voláteis, registrou alta de 0,5%, abaixo dos 0,6% esperados pelo mercado. No mês de novembro, o índice apontara alta de 1,0%, de acordo com os dados revisados.
Cenário corporativo
A sessão marca também a continuidade da temporada de resultados corporativos, tendo recebido os números do JPMorgan Chase. Nos últimos três meses de 2010, a tradicional instituição financeira teve um aumento de 13% na receita, para US$ 26,7 bilhões, com lucro líquido de US$ 4,8 bilhões, valor que representa um crescimento de 47% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Os ganhos por ação foram de US$ 1,12, ante projeções de US$ 1,00, conforme levantamento da FactSet Research. Para a receita, a expectativa era de US$ 24,2 bilhões. No resultado acumulado de 2010, o lucro líquido registrado foi de US$ 17,4 bilhões, 48% maior que o de 2009. As receitas foram de US$ 104,8 bilhões e os ganhos por ação foram de US$ 3,96.
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Apesar dos ganhos superarem as estimativas do mercado, as ações da JPMorgan Chase apresentam valorização na sessão, de 1,53%, cotadas a US$ 45,13.
Enquanto isso, o Goldman Sachs avança 1,14%, após ter revelado nesta manhã detalhes das perdas avaliadas em US$ 5 bilhões no auge da crise financeira.
Murdoch vai às compras
O bilionário Rupert Murdoch, controlador da News Corp, deve ir às compras após ter anunciado que está em negociações para adquirir a Shine Group. Enquanto isso, as ações da empresa recuam 0,92%, negociadas a US$ 14,00.
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A Halliburton, gigante do setor de suporte a operações de petróleo, opera em queda de 0,97%, com desvalorização favorecida em parte pela redução da recomendação pela Sanford C Bernstein & Co., de outperform para market perform.
Ações da Intel em baixa apesar de resultado recorde
Já os papéis da Intel caem na sessão após a empresa ter divulgado seus números do quarto trimestre na última quinta-feira, no momento o recuo é de 0,89%, com ativos sendo negociados a US$ 21,10.
Após o encerramento do último pregão, a Intel surpreendeu ao reportar lucro de US$ 0,59 por ação, enquanto o mercado esperava que este valor ficasse ao redor de US$ 0,53 por papel. No consolidado de 2010, a empresa apresentou lucro recorde de US$ 11,7 bilhões, obtidos após US$ 43,6 bilhões de receita, a maior de sua história.