Bolsas dos EUA operam em queda, pressionadas por resultados de bancos

Goldman Sachs registra recuo de 52% nos lucros sobre 2009; agenda mostra piora no setor imobiliário e também decepciona

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SÃO PAULO – Os principais índices acionários de Wall Street operam em queda nesta quarta-feira (19), enquanto o mercado avalia o recuo dos lucros do banco Goldman Sachs em relação ao ano anterior, além da piora de um indicador da construção civil. Desta forma, são ofuscados os balanços positivos divulgados pela Apple e IBM no final do último pregão.

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, opera em desvalorização de 1,15% e atinge 2.734 pontos. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, negocia em baixa de 0,86% a 1.284 pontos, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, cai 0,17%, chegando a 11.818 pontos.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Dow Jones -0,17 11.818 +2,96 +2,08 
 S&P 500 -0,86 1.284 +2,95 +2,08 
 Nasdaq -1,15 2.734 +3,18 +3,06 

Resultados de bancos em foco
O Goldman Sachs reportou ter obtido um lucro líquido de US$ 2,39 bilhões nos três últimos meses de 2010, o que equivale a US$ 3,79 por ação, ao passo que as expectativas davam conta de US$ 3,76 por papel. Contudo, o valor registrado representa uma queda de 52% na comparação com o mesmo período de 2009, contribuindo para a desvalorização das ações do banco em 2,84%.

Nesta semana, o Goldman Sachs já chamou a atenção por decidir limitar uma oferta privada de ações no Facebook para investidores estrangeiros, devido a preocupações de que o negócio entre em conflito com os regulamentos de valores mobiliários. A decisão foi considerada um sério embaraço para o Goldman, que comercializou o investimento para seus maiores clientes.

Por sua vez, com lucro de US$ 3,41 bilhões, o Wells Fargo superou o Goldman Sachs no último trimestre e ainda apresentou crescimento de ganhos de 21% na comparação dos últimos trimestres de 2009 e de 2010. No entanto, os ativos recuam 2% no pregão.

Ainda no setor financeiro, o Bank of New York Mellon decepcionou investidores com um lucro líquido inferior às estimativas. Apesar deste revés, a instituição registrou 15% de crescimento em seus ganhos no quarto trimestre na comparação com o mesmo período anterior. Os papéis recuam 0,72%.

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Por também decepcionar projeções, o Northern Trust segue o mesmo caminho dos outros bancos com resultados recém-divulgados, e registra desvalorização de 4,39%. O terceiro maior banco de custódia independente dos EUA teve queda de 22% em seu lucro líquido, quando comparado ao quarto trimestre de 2009.

Agenda
Na agenda, o indicador de maior relevância no dia foi Housing Starts, que registrou 529 mil imóveis em início de construção nos Estados Unidos no resultado anualizado de dezembro, inferior aos 550 mil imóveis esperados. Em novembro, o indicador anualizado foi de 553 mil casas, conforme os dados revisados pelo Departamento de Comércio do país.

Enquanto isso, órgão também publicou o Building Permits para o mês. O indicador que mensura o número de autorizações para construção de novas casas nos EUA computou 635 mil permissões, o que representa aceleração em relação ao indicador de novembro, que foi revisado para 544 mil. Do mesmo modo, o indicador ficou acima das expectativas do mercado, que apontavam 560 mil permissões.

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Outros destaques
As ações da American Express caem 3,23% após a empresa anunciar que seu lucro líquido para o quarto trimestre foi menor do que o estimado por alguns analistas. O lucro líquido subiu 48%, para US $ 1,1 bilhão, ou US$ 0,88 por ação, frente a US$ 716 milhões, ou US$ 0,60 no mesmo período do ano anterior. A estimativa média de 21 analistas consultados pela Bloomberg era de US$ 0,96.