Bolsas dos EUA operam em queda, à espera da divulgação do Livro Bege

A sessão é marcada por indicadores negativos e queda das ações dos setores financeiro e farmacêutico no front corporativo

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SÃO PAULO – Os principais indices acionários norte-americanos operam em queda na tarde desta quarta-feira (28), à espera da divulgação do Livro Bege do Federal Reserve. Marcam a sessão indicadores negativos e resultados corporativos divergentes.

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, opera em desvalorização de 0,71% e atinge 2.272 pontos. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, negocia em leve baixa de 0,36% a 1.110 pontos, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, cai 0,13%, chegando a 10.523 pontos.

% Var Dia Pontos
 Dow Jones -0,13 10.523
 S&P 500 -0,36 1.110
 Nasdaq -0,71 2.272

Agenda
O Durable Good Orders, que mede o volume de pedidos e entregas de bens duráveis no comércio dos EUA, registrou queda de 1% em junho, enquanto os analistas previam alta de 1%. Excluindo o setor automobilístico, o indicador marcou recuo de 0,6%, também pior do que a alta de 0,6% esperada pelo mercado.

Os pedidos de hipotecas caíram 4,4% na última semana, sobretudo em função de uma queda nos esforços de refinanciamento, com a alta das taxas de juros.

A divulgação do Livro Bege do Federal Reserve está marcada para 15h (horário de Brasília). O relatório é elaborado pela autoridade e traz dados sobre a atualidade econômica norte-americana, podendo conter pistas sobre o futuro da política monetária no país.

Resultados
Na cena corporativa, destaque para os números do segundo trimestre da Arcelor Mittal, a maior siderúrgica do mundo, que lucrou US$ 1,7 bilhões no período, revertendo a perda de US$ 792 milhões registrada um ano antes. Apesar da melhora nos resultados, a companhia previu uma queda de até 30% no lucro do terceiro trimestre. As ações recuam 2,10%.

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A Boeing reportou lucro por ação de US$ 1,06, ante US$ 1,41 no segundo trimestre de 2009. Embora o número tenha vindo acima das estimativas, os investidores reagem negativamente, avaliando menor número de entregas de aviões comerciais, menor receita e maiores impostos sobre os lucros. Os papéis caem 1,4%.

Cenário Corporativo
As ações de financeiras operam em baixa após a agência Moody’s rebaixar suas perspectivas para o Bank of America, Citigroup e Wells Fargo, de “estável” para “negativa”, citando que o novo sistema regulatório traz menor apoio governamental para os bancos. As ações do Bank of America e Citigroup caem 0,81% e 1,32%, respectivamente. Por sua vez, os papéis do Wells Fargo desvalorizam 0,8%.

Ainda no setor, Goldman Sachs e Citigroup planejam vender US$ 788,5 milhões de títulos apoiados por hipotecas comerciais, segundo entrevista de pessoa familiar ao assunto para a Bloomberg. Os ativos do Goldman avançam 0,5%.

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As ações do setor farmacêutico operam no vermelho, lideradas pela Aetna, após a seguradora reportar queda nas receitas e no seu grupo de empregados. A empresa também afirmou que celebrou um contrato de 12 anos com a CVS Caremak para lidar com serviços de gestão de benefícios para cerca de 10 milhões de membros. Os papéis da Aetna perdem 2%.

O Google, por sua vez, vê suas ações operarem em queda de 1,7%. A empresa vem mantendo conversas com outras companhias para desenvolver um rival à rede social Facebook, segundo reportagem do Wall Street Journal.

Por fim, a Conoco Phillips planeja vender sua fatia total de 20% na OAO Lukoil russa, avaliada em US$ 9 milhões, mesmo após um aumento do lucro no segundo trimestre. A Lukoil concordou em recomprar 7,6% da Conoco Phillips, e o restante será negociado no final do próximo ano. As ações da Conoco operam praticamente estáveis.