Bolsas dos EUA operam em baixa, com foco em agenda e setor bancário

Vendas no varejo sobem 0,4% e produção industrial avança 0,8%; rumores sugerem que grandes bancos são investigados no país

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SÃO PAULO – As bolsas de valores dos Estados Unidos operam em queda nesta sexta-feira (14), enquanto os investidores avaliam os números das vendas no varejo e da produção industrial do país e monitoram a queda do setor bancário.

   %Var Dia   Pontos 
 S&P 500 -1,82 1.136
 Dow Jones -1,48 10.623
 Nasdaq -2,05 2.345

O Departamento de Comércio divulgou que o volume das vendas ao mercado varejista subiu 0,4% durante o mês de abril, ante expectativas de avanço de 0,2%. Em março, também houve um aumento de 2,1%, segundo dados revisados.

Além disso, o Federal Reserve publicou que a produção industrial do país cresceu 0,8% no mesmo mês, em linha com as expectativas do mercado. Em março, a expansão foi de 1%.

Os investidores ainda avaliam a leitura preliminar da confiança do consumidor norte-americano no mês de maio, medida pela Universidade de Michigan, que ficou em 73,3 pontos, levemente abaixo do esperado. Por fim, o Departamento de Comércio divulgou o nível de vendas e de estoques das indústrias, além dos setores de atacado e varejo, que cresceram 0,4% no mês de março, em linha com o esperado. 

Destaques de queda
No território negativo, destaque para o recuo de 2,97% dos papéis da Alcoa, na esteira da baixa dos preços do cobre, alumínio e zinco, e para o setor bancário. 

Rumores dão conta de que o governo norte-americano está investigando grandes bancos, levando os papéis do setor bancário a fortes quedas. Após as acusações de fraude levantadas contra o Goldman Sachs (-0,93%), Morgan Stanley (-1,96%), Citigroup (-3,18%), JP Morgan (-3,60%), Deutsche Bank (-3,82%) e UBS (-3,69%) também seriam alvos de suspeitas.

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Ademais, o Senado norte-americano aprovou medida que exige que grandes instituições financeiras apresentem um nível de reserva de capital maior em tempos de crise, vistando evitar que elas prejudiquem novamente a estabilidade do sistema financeiro do país, como ocorreu em 2008 e 2009.