Bolsas dos EUA operam em alta, impulsionadas por cenário interno

Aumento das exportações no país e medidas de austeridade anunciadas pela Espanha são os destaques da sessão

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SÃO PAULO – Os principais índices acionários norte-americanos operam em alta nesta quarta-feira (12), com os investidores voltando seu foco para a recuperação da economia doméstica, que ganha fôlego com a agenda econômica do dia. A sessão também é marcada pelo anúncio de redução de gastos públicos pela Espanha, investigação do Morgan Stanley e resultados corporativos.

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, opera em valorização de 1,59% e atinge 2.413 pontos. O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, negocia em alta de 1,00% a 10.856 pontos, enquanto o S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, sobe 0,94%, chegando a 1.167 pontos.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Nasdaq +1,59 2.413 -1,82 +6,34 
 Dow Jones +1,00 10.856 -1,37 +4,10 
 S&P 500 +0,94 1.167 -2,49 +4,63 

Europa
A Espanha anunciou o congelamento de salários de servidores públicos e corte de postos em programas de assistência social, a fim de reduzir o déficit fiscal para cerca de 6% do PIB (Produto Interno Bruto) até 2011, disse o Primeiro Ministro José Luis Rodríguez Zapatero nesta sessão.

A medida, que visa evitar a ampliação dos desequilíbrios na economia e retomar a confiança dos investidores na capacidade de pagamento de dívidas do país, aumentou a confiança dos investidores no cenário da economia europeia.

O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, declarou nesta quarta que o problema da Grécia não se limita ao déficit fiscal, mas se estende à falta de competitividade, o que, no caso de Grécia, leva a necessidade de achatar salários e preços.

Agenda econômica
O Departamento de Comércio informou que o déficit comercial dos Estados Unidos aumentou em março para US$ 40,4 bilhões – seu nível mais alto em mais de um ano -, ante US$ 39,4 bilhões no mês anterior, mas ficou um pouco abaixo das expectativas dos analistas, que previam saldo negativo de US$ 40,5 bilhões. Em contrapartida, as exportações subiram para seu nível mais alto desde outubro de 2008.

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O número de pedidos de hipotecas nos Estados Unidos aumentou na semana passada, motivada por uma queda de 5% nos custos de refinanciamento de empréstimos a longo prazo, pela primeira vez em dois meses.

Cenário corporativo
Após o Goldman Sachs, agora é a vez do Morgan Stanley ser investigado nos EUA, segundo reportagem do Wall Street Journal. A suspeita é de que o banco de investimento tenha enganado clientes, vendendo títulos de dívida que a instituição apostava que iriam se desvalorizar. Embora o chefe executivo James Gorman tenha dito em uma coletiva de imprensa em Tóquio que as suspeitas são infundadas, a desconfiança persiste e as ações do banco caem 2,57%. 

Após o fechamento da terça-feira (11), a Disney divulgou lucro líquido de US$ 0,48 por ação no primeiro trimestre, ante US$ 0,33 no mesmo período do ano passado. Analistas esperavam ganhos em torno de US$ 0,45 por papel. Suas ações registram queda de 0,48%

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Já a Intel é um dos destaques positivos do Dow após o CEO (Chief Executive Officer) Paul Otellini, anunciar que a fabricante de chips espera dobrar seu crescimento dos lucros nos próximos anos, elevando a projeção de ganhos. Os papéis sobem 3,32%