Bolsas dos EUA operam em alta, avaliando rodada de indicadores do dia

Notícias corporativas como os resultados trimestrais da FedEx e ação judicial do governo contra a BP são ofuscadas

Publicidade

SÃO PAULO – As principais bolsas dos Estados Unidos seguem em alta nesta quinta-feira (16), avaliando uma nova rodada de indicadores, que no geral vieram positivos. Com isso, dados corporativos como a queda dos resultados trimestrais da FedEx são deixados em segundo plano. 

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, opera em valorização de 0,78% e atinge 2.638 pontos. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, negocia em alta de 0,60% a 1.243 pontos, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, sobe 0,43%, chegando a 11.506 pontos.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Nasdaq +0,78 2.638 +6,80 +16,24 
 S&P 500 +0,60 1.243 +5,45 +11,43 
 Dow Jones +0,43 11.506 +4,38 +10,34 

Os investidores também acompanham as notícias do front externo, já os líderes da União Europeia reúnem-se nesta sessão e na próxima, na Bélgica, para buscar um consenso para prevenir o contágio da crise de dívida, que agora parece prestes a atingir Portugal e Espanha.

Por sua vez, o acordo firmado entre o presidente Barack Obama e os republicanos, para ampliar os cortes de impostos para quase todos os americanos, poderia passar para a Câmara dos Deputados ainda nesta quinta-feira, após a votação ter sido vetada por Democratas no Congresso.

Agenda
Pela manhã, os investidores norte-americanos receberam uma série de indicadores econômicos que mostraram trajetórias divergentes. Para começar, o Initial Claims mostrou uma performance melhor do que a esperada do mercado de trabalho do país ao indicar 420 mil novos pedidos de auxílio-desemprego na última semana. A expectativa era de 425 mil solicitações.

No mesmo sentido, o Housing Starts surpreendeu positivamente ao registrar 555 mil casas em início de construção nos Estados Unidos, conforme os dados anualizados, frente às projeções de 545 mil imóveis.

Continua depois da publicidade

Ainda no setor imobiliário, atenção à queda nos pedidos de execução hipotecária nos Estados Unidos. De acordo com dados da RealtyTrac, um total de 262.339 propriedades do país receberam notificações de leilão ou foram executadas em novembro, uma queda de 21% em relação a outubro e de 14% em relação ao mesmo período de 2009. Este é o menor patamar em dois anos.

Divulgado no início da tarde, o nível de atividade industrial na região da Filadélfia também ficou acima das estimativas do mercado em dezembro. Segundo o Federal Reserve, o Philadelphia Fed Index marcou 24,3 pontos no período, enquanto o mercado esperava um resultado de 13 pontos positivos. No mesmo sentido, o indicador mostrou melhora na passagem mensal, considerando que em novembro registrara 22,5 pontos.

Por outro lado, o Building Permits indicou um número menor do que o esperado de autorizações para construção de imóveis. Foram computadas 530 mil permissões, enquanto os analistas esperavam 560 mil.

Continua depois da publicidade

Ainda do lado negativo, o Departamento de Tesouro dos Estados Unidos informou que o déficit em conta corrente do país atingiu US$ 127,2 bilhões no terceiro trimestre deste ano, ficando pior do que as expectativas de mercado, que giravam em torno de US$ 125,3 bilhões.

Cenário corporativo
Os resultados trimestrais voltam ao foco do front corporativo. Neste sentido, a FedEx reportou queda de 18% em seu lucro líquido no segundo trimestre fiscal, afetada por mudanças para compensação de custos e benefícios, assim como aumento no custo de combustíveis. No entanto, as ações da companhia sobem 1,85%.

No setor financeiro, novas notícias sugerem que o Bank of America iniciou discussões para um acordo com inúmeros investidores de hipoteca, segundo o The Wall Street Journal. Suas ações operam em alta de 3,09%.

Continua depois da publicidade

Já os ADRs (American Depositary Receipts) da British Petroleum caem 0,3%, depois do governo de Barack Obama ter entrado com uma ação judicial contra a empresa. O motivo é o desrespeito às leis ambientais locais devido ao vazamento de petróleo do bloco de Macondo, no Golfo do México, que foi o maior incidente do tipo na história dos Estados Unidos.