Bolsas dos EUA operam com sinais opostos, pressionadas pelo Initial Claims

Dados econômicos decepcionaram mercado, apesar dos bons resultados dos leilões da dívida pública da Espanha e Itália

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SÃO PAULO – Os principais índices acionários norte-americanos operam com sinais opostos nesta quinta-feira (12), pressionados principalmente pelo aumento acima das expectativas dos pedidos de auxílio- desemprego nos EUA. Além disso, outros indicadores econômicos também contribuíram para o movimento negativo do mercado, embora os receios em torno da crise da dívida da Zona do Euro terem diminuído após os bons resultados dos leilões da dívida pública da Espanha e Itália. 

O número de norte-americanos submetendo pedidos de auxílio-desemprego pela primeira vez aumentou para 399 mil solicitações na passagem semanal, revertendo um declínio recente e sugerindo que o mercado de trabalho continua fraco nos Estados Unidos. Enquanto isso, o Retail Sales revelou que o recuo de 0,2% nas vendas do varejo dos EUA em dezembro, enquanto os investidores esperavam avanço de 0,3%. Por fim, o nível de estoque e venda da indústria em novembro mostrou avanço de 0,3%, abaixo das projeções de alta de 0,5%.

Diante disso, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, negocia em leve desvalorização de 0,27% e atinge 12.416 pontos. Também opera em leve baixa de 0,18% o índice S&P 500, chegando a 1.290 pontos. Por outro lado, o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, sobe 0,10% a 2.714 pontos.

Petrolíferas e bancos caem
As ações do setor de petróleo registram as maiores quedas nesta sessão, contrariando o movimento de alta do preço da commodity cotada em Nova York. Entre as empresas do setor, destaque para os papéis da Chevron (-2,04%), Exxon Mobil (-0,53%) e ConocoPhillips (-1,17%).

Já entre as instituições financeiras, os papéis do Bank of America Merril Lynch figuram entre as maiores desvalorizações do índice Dow Jones. No mesmo sentido, os papeís do JPMorgan Chase registram queda de 0,52%. Vale lembrar que na próxima sexta-feira o banco vai reportar seu balanço corporativo referente ao quarto trimestre de 2011.

Europa no radar
No velho continente, o mercado recebeu positivamente os resultados dos leilões de títulos públicos da Espanha e da Itália. O governo espanhol vendeu quase o dobro dos papéis de dívida pretendidos, com rendimento menor do que a oferta anterior. Já os italianos captaram o máximo previsto, mas também a uma taxa menor de juros, indicando maior confiança nas obrigações soberanas.

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Enquanto isso, o BCE (Banco Central Europeu) anunciou a manutenção da principal taxa de juros da Zona do Euro em 1,0% ao ano, mesma atitude tomada pelo BoE (Bank of England), que também revelou que o programa de compra de ativos que busca prover liquidez ao sistema financeiro não deve sofrer alterações até fevereiro.

Acompanhe o desempenho dos principais índices acionários norte-americanos:

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Nasdaq +0,10 2.714 +5,21 +4,16 
 S&P 500 -0,18 1.290 +5,26 +2,59 
 Dow Jones -0,27 12.416 +3,86 +1,62