Bolsas dos EUA operam com sinais opostos, entre protestos no Egito e balanços

Resultados corporativos e um indicador positivo sobre emprego são destaques na sessão, apesar da aversão ao risco

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ÃO PAULO – Os principais índices acionários norte-americanos operam com sinais opostos nesta quarta-feira (2). Os confrontos entre manifestantes pró e contra o governo do ditador Hosni Mubarak, no Egito, continuam em foco e dividem espaço com resultados de peso e dados acima do esperado sobre o emprego no setor privado.

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, opera em leve valorização de 0,06% e atinge 2.753 pontos. O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, negocia em leve alta de 0,02% a 12.042 pontos, enquanto o S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, cai 0,22%, chegando a 1.305 pontos.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Nasdaq +0,06 2.753 +2,28 +3,77 
 Dow Jones +0,02 12.042 +3,18 +4,01 
 S&P 500 -0,22 1.305 +2,58 +3,75 

Até o momento, os investidores já receberam os números de empresas de peso como Time Warner, Mattel, Whirlpool, AOL e Nasdaq. Após o fechamento da sessão, o destaque ficará por conta dos números trimestrais da Visa.

A gigante de mídia Time Warner bateu as expectativas acerca de seus números do último trimestre de 2010, ao obter US$ 769 milhões de lucro líquido no período, o que equivale a US$ 0,68 por ação e supera os US$ 0,62 por papel estimados anteriormente. No momento, os ativos da empresa sobem mais de 8%.

Por sua vez, a Mattel superou a expectativa de analistas ao registrar fortes vendas das marcas Barbie e American Girl. A empresa lucrou US$ 0,89 por ação e registrou vendas de US$ 2,12 bilhões. Analistas projetavam ganhos de US$ 0,86 e vendas de US$ 2,09 bilhões, segundo levantamento da Thomson Reuters. As ações operam em alta de 1,74%.

A AOL conseguiu superar as expectativas ao fechar os últimos meses de 2010 com lucro por ação de US$ 0,60, enquanto o previsto era de US$ 0,46 por ativo. Apesar disso, vale ressaltar que a companhia registrou queda de 26% na receita quando comparados os últimos trimestres de 2010 e 2009. No momento, as ações da AOL são negociadas com desvalorização de 3,5%.

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Mais resultados 
Após um amplo processo de reestruturação, a Nasdaq mais do que triplicou seus lucros no quarto trimestre tendo o mesmo intervalo de 2009 como referência. Ao todo, o lucro líquido obtido foi de US$ 137 milhões ou US$ 0,69 por ação.

A Whirlpool quase dobrou seus ganhos no último trimestre na comparação com o mesmo período de 2009, porém o valor não foi suficiente para atingir as expectativas do mercado e seus papéis operam em forte queda no pregão, recuando 3,12%. 

A seguradora Genworth, por outro lado, surpreendeu o mercado ao reportar prejuízo de US$ 350 milhões, pressionada pelo negócio de seguro de hipotecas. Suas ações despencam mais de 11%.

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Indicador de emprego em destaque
O número de postos de trabalho no setor privado dos EUA avançou mais do que o esperado em janeiro, de acordo com os dados do ADP Employment Report, divulgados em parceria com a entidade privada Macroeconomic Advisers.

Foram abertas 187 mil vagas no último mês, resultado superior às expectativas, que previam a criação de 145 mil vagas. Contudo, o desempenho ficou abaixo abaixo da medição anterior, quando foram registradas a abertura de 297 mil posto, segundo dados revisados.

Ainda no front econômico, a Mortgage Banker’s Association divulgou que seu índice sobre a atividade hipotecária avançou 11,3% na semana terminada em 28 de janeiro. Refinanciamentos aumentaram 11,7%, enquanto empréstimos para compras de casas subiram 9,5%.

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ONU condena violência no Egito
O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, mostrou preocupação em relação à situação no Egito e condenou qualquer tipo de ataque contra os manifestantes pacíficos no país.

As declarações de Ban foram feitas enquanto manifestantes pró e antigoverno no Egito se enfrentaram na praça Tahrir, epicentro dos protestos pela queda de Mubarak, no poder há 30 anos. Um grupo de milhares de partidários de Mubarak invadiu mais cedo o local, portando paus e chicotes. A praça há nove dias é palco de manifestações contrárias ao regime.