Bolsas dos EUA invertem tendência e fecham quarta-feira em queda

Rumor sobre posição da China nas dívidas de países como Portugal e Grécia ajuda a ofuscar bons indicadores econômicos

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SÃO PAULO – Depois de terem operado em alta durante boa parte do dia, os principais índices acionários norte-americanos terminaram o pregão desta quarta-feira (26) em queda. Apesar de indicadores acima do esperado e a previsão da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) de crescimento da economia global em quase 5% este ano, a repercussão negativa da notícia de que a China está revisando sua posição em dívidas de países da Zona do Euro como Portugal e Grécia, pesou no final do dia.

O índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em baixa de 0,69% a 9.974 pontos, acumulando no ano forte baixa de 4,35%. O Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, encerrou o pregão em desvalorização de 0,68% atingindo 2.196 pontos e caindo 3,23% no ano, enquanto o S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, apresentou queda de 0,57% chegando a 1.068 pontos e acumulando no ano forte baixa de 4,23%.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 S&P 500 -0,57 1.068 -11,89 -4,23 
 Nasdaq -0,68 2.196 -12,96 -3,23 
 Dow Jones -0,69 9.974 -10,98 -4,35 

Destaques corporativos
Com o melhor desempenho da sessão no índice Dow Jones, a Walt Disney registrou ganhos de 2,32%. A Justiça norte-americana comunicou nesta sessão a prisão de duas pessoas que tentavam vender informações privilegiadas sobre os ganhos da companhia a pelo menos 33 empresas de investimento.

As ações Boeing também se destacaram na ponta positiva do Dow, com o avanço de 0,76%. A segunda maior fabricante de aviões teve sua classificação revisada de “underweight” para “equal-weight” pelo banco Morgan Stanley.

Já a construtora Toll Brothers reportou ganhos de US$ 0, 24 por ação, superando expectativas e fazendo suas ações subirem 0,82% na sessão.

A BP, por sua vez, viu seus ADRs (American Depositary Receipts) caírem 0,35% em Nova York, após ceticismo sobre sua nova tentativa para conter o vazamento no Golfo do México fracasse. No setor, Chevron e Exxon Mobil também registraram perdas, de 1,41% e 067%, respectivamente.

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Agenda
O número de pedidos e entregas de bens duráveis feitos à indústria norte-americana veio acima do esperado pelo mercado durante o mês de abril, com avanço de 2,9% no referido mês, frente às previsão de 1,5% dos analistas. Os dados foram divulgados pelo Departamento de Comércio dos EUA.

Por sua vez, o número de casas novas vendidas em abril ficou acima do esperado pelo mercado. No mês, o New Home Sales marcou vendas de 504 mil casas, número superior àquele revisado do mês de março (439 mil) e das expectativas do mercado (425 mil).

China e Europa
Segundo o jornal Financial Times, a China está repensando sua posição em dívida dos países da Zona do Euro. De acordo com o veículo, que não citou fontes, os representantes do governo chinês têm mostrado preocupação com a exposição do país aos mercados de Grécia, Irlanda, Itália, Espanha e Portugal.

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Na véspera, o primeiro ministro italiano Sílvio Berlusconi anunciou um plano de austeridade fiscal no valor de € 24 bilhões, a fim de controlar as finanças públicas do país e, assim, restaurar a confiança dos mercados, que se mostram preocupados com os altos déficits fiscais da Europa. Com tais medidas, a Itália espera reduzir seu déficit público para 2,7% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2012.

OCDE prevê crescimento mundial
Adicionando otimismo à sessão, a OCDE elevou a projeção de crescimento para seus 30 membros, prevendo um avanço de 2,7% no PIB (Produto Interno Bruto) em 2010. Inclusos países não-membros, como a China, a economia global deve relatar expansão de 4,6% neste ano, segundo as expectativas da organização.