Bolsas dos EUA fecham estáveis, à espera da próxima reunião do Fed

Mercado recebeu a primeira prévia do PIB norte-americano e resultados corporativos; Microsoft renova alta nesta sessão

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SÃO PAULO – As bolsas norte-americanas encerraram o último pregão de outubro estáveis, enquanto, no acumulado deste mês, os principais indicadores fecharam com fortes ganhos. Na sessão, o mercado recebeu a primeira prévia do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano referente ao terceiro trimestre e resultados corporativos.

Além disso, o mercado fica no aguardo das decisões da próxima reunião do Federal Reserve, a ser realizada nos dias 2 e 3 de novembro. Investidores e analista aguardam o tamanho das novas medidas de estímulos. As estimativas variam entre rodadas graduais de compras de títulos em torno de US$ 100 bilhões à uma oferta inicial de US$ 500 bilhões ou mais.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Dow Jones +0,04 11.118 +2,61 +6,62 
 Nasdaq 0,00 2.507 +5,51 +10,50 
 S&P 500 -0,04 1.183 +3,37 +6,11 

Agenda
A primeira prévia do PIB norte-americano, divulgada nesta manhã, deu conta de uma alta de 2,0% no terceiro trimestre, em linha com as expectativas do mercado. Já o Chicago PMI, que mede o nível da atividade industrial na região, apresentou alta, atingindo 60,6 pontos, acima das projeções de 58 pontos.

Por outro lado, o indicador responsável por mensurar as perspectivas atuais e futuras dos cidadãos norte-americanos acerca da situação economica do país, o Michigan Sentiment, atingiu 67,7 pontos. O indicador ficou abaixo das projeções dos analistas, que aguardavam 68 pontos na medição referente ao mês de outubro.

Resultados
Uma nova rodada de resultados mistos também marcou o pregão. Na ponta positive do S&P 500, com alta de 25,5% em suas ações, a Monster Worlwide repercutiu resultados trimestrais bem acima do esperado pelo mercado. Também com um resultado muito positivo, a Microsoft superou as expectativas de resultado do mercado. No terceiro trimestre, a companhia registrou alta de 51% no lucro líquido e crescimento de 25% na receita, levando suas ações a subirem 1,46%.

Na contramão, a Chevron apresentou queda no lucro líquido de US$ 3,77 bilhões, contra US$ 3,83 bilhões no mesmo período do ano anterior. O resultado veio aquém do projetado pelo mercado e seus papéis recuaram 2,18%. Por fim, a farmacêutica Merck superou as projeções de lucro do mercado, mas decepcionou com sua receita. No trimestre, a companhia foi multada em quase US$ 1 bilhão após uma investigação federal sobre o medicamento Vioxx. Suas ações caíram 1,71%.