Bolsas dos EUA fecham em queda, sob influência dos anúncios da Lucent e Ciena

As bolsas norte-americanas encerraram os negócios desta quinta-feira em queda, sob influência de alguns profits warnings, principalmente o da Lucent e o da Ciena, que foram piores do que os investidores estavam esperando. Também contribuiu para o pessimismo de hoje o anúncio de que as vendas do varejo caíram 3,7% em novembro na comparação com […]

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As bolsas norte-americanas encerraram os negócios desta quinta-feira em queda, sob influência de alguns profits warnings, principalmente o da Lucent e o da Ciena, que foram piores do que os investidores estavam esperando. Também contribuiu para o pessimismo de hoje o anúncio de que as vendas do varejo caíram 3,7% em novembro na comparação com outubro, o que decepcionou os analistas que acreditavem numa retração de apenas 3,1%.

Lucent prevê prejuízo maior do que o esperado pelo mercado

O destaque de queda ficou com as ações da fabricante de equipamentos para telecomunicações Lucent Technologies. A empresa anunciou que espera um prejuízo, excluindo ítens extraordinários, entre US$ 0,23 e US$ 0,27 por ação para o atual trimestre, resultado pior do que o prejuízo de US$ 0,17 por ação estimado pelo mercado. O faturamento deverá ficar entre US$ 3,1 bilhões e US$ 3,4 bilhões, resultado que também ficou abaixo das projeções de analistas, que projetavam vendas de US$ 4,4 bilhões. Os papéis da Lucent encerraram os negócios em forte queda de 15,65%.

Previsões da Ciena para o próximo trimestre decepcionam investidores

Já a Ciena, empresa fabricante de fibra-ótica, anunciou que para o primeiro trimestre de 2002 deverá registrar um prejuízo entre US$ 0,08 e US$ 0,12 por ação, frente à um lucro de US$ 0,05 por ação que os analistas esperavam. Além disto, a empresa espera que o próximo trimestre apresente uma retração de até 40% em suas vendas. As ações da empresa fecharam em queda de 16,86%.

O índice Dow Jones, que reúne as 30 blue chips dos EUA, encerrou a quinta-feira em queda de 1,30%, sendo cotado a 9.766,11 pontos. As maiores desvalorizações ficaram com Intel (-4,43%), Alcoa (-4,18%), HP (-3,58%), Du Pont (-3,42%) e a Honeywell (-3,41%). Em sentido oposto, as maiores altas ficaram com United Technologies (+1,68%), que anunciou crescimento nos lucros para o próximo trimestre, Procter&Gamble (+1,06%), estendendo as altas de ontem, a operadora de telecomunicações SBC Communications (+0,94%), Coca Cola (+0,39%) e a fabricante de aeronaves Boeing (+0,16%).

O índice Nasdaq Composite, que acompanha as empresas listadas na bolsa eletrônica, terminou o dia com uma forte desvalorização de 3,22%, sendo cotado a 1.946,55 pontos. Os destaques de queda ficaram com Ciena, JDS Uniphase (-11,57%), Nextel (-9,97%), a empresa de comunicações Level 3 (-9,24%) e a fabricante de equipamentos para telecomunicações Ericsson (-9,06%). Por outro lado, as principais altas ficaram com a empresa de biotecnologia Immunex (+10,27%), que subiu com os rumores de que a Amgen estaria interessada em sua aquisição, Medimmune (+1,07%), a empresa de softwares para B2B Siebel Systems (+1,07%) e a Biogen (+0,13%).

O índice S&P500, que mede o desempenho das 500 mais importantes corporações norte-americanas, fechou em baixa de 1,56%, sendo cotado a 1.119,36 pontos. As principais desvalorizações ficaram com Lucent Technologies, Nortel (-11,34%), EMC (-7,61%) e a fabricante de equipamentos de rede Cisco Systems (-7,27%). Em sentido contrário, os destaques de valorização ficaram com AOL Time Warner (+2,43%), Xerox (+0,93%) e a companhia de cosméticos Avon (+0,29%).

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