Bolsas dos EUA fecham em queda, pressionadas pela ata do Fomc

Com agenda escassa de indicadores, mercado repercutiu também dados fracos da indústria dos Estados Unidos

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SÃO PAULO – Os principais índices acionários norte-americanos acenturam as perdas e fecharam no negativo nesta terça-feira (3), refletindo principalmente a divulgação da ata do Fomc (Federal Open Market Committee). Os membros do comitê mostraram que estão cada vez menos interessados em uma nova rodada de Quantitative Easing, já que a economia está gradualmente se fortalecendo.

Cinco minutos após a publicação do documento, o índice Dow Jones recuou 0,40%, marcando 13.164 pontos, mas conseguiu recuperar alguns pontos a uma hora e meia do final do pregão. Nesta sessão, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em leve baixa de 0,49% a 13.200 pontos.

Já o S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em leve desvalorização de 0,39% atingindo 1.413 pontos, enquanto o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresentou queda de 0,20% chegando a 3.114 pontos.

Agenda
Com agenda escassa de indicadores econômicos nos Estados Unidos, os investidores repercutiram apenas os dados da indústria . O Factory Orders, indicador que mede o volume de encomendas à indústria do país, avançou 0,3% durante o mês de fevereiro, resultado ligeiramente abaixo da alta de 1,4% esperada pelo consenso de mercado compilado pelo site Briefing. 

No front externo, o mercado esteve de olho na Espanha. Depois de informar no orçamento deste ano que a dívida pública deve chegar a 79,8% do PIB (Produto Interno Bruto), maior nível em 22 anos e bem acima da meta de 60% fixada pela União Europeia, o governo intensificou a percepção de um cenário degradado.

Além disso, o Ministério do Trabalho comunicou que o número de desempregados subiu 0,8% em março, para 4,75 milhões de pessoas. Este é um recorde da série histórica, além de ser a quinta alta mensal consecutiva na taxa.

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Auto sales
As vendas de automóveis nos EUA continuaram a onda de expansão em março, ganhando um papel de destaque na recuperação econômica, apesar dos preços elevados dos combustíveis e da situação complicada do emprego e do setor imobiliário. A Chrysler informou que suas vendas subiram 34% no mês. 

Já a General Motors (-4,56%), Toyota (-0,54%) e a Ford (+0,16%) registraram alta de 12%, 15% e 5% nas vendas, respectivamente, impulsionadas principalmente pela expansão do consumo. 

Petróleo e financeiras registram forte queda
Os bancos registraram queda nesta sessão, embora algumas corretoras tenham elevado o preço-alvo das ações do setor. A KBW revisou para cima o target do Goldman Sachs (-1,75%), Morgan Stanley (-2,22%) e JPMorgan Chase (-0,89%). O Macquaire também aumentou o preço-alvo do JPMorgan, de US$ 52 para US$ 55. No setor, a maior queda ficou por conta dos papéis do Bank of America Merrill Lynch, de 1,96%, que figurou na terceira pior posição do índice Dow Jones. 

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Já os papéis das petrolíferas também apresentaram forte desvalorização, acompanhando o movimento do preço da commodity cotada no mercado de Nova York. No setor, destaque para as quedas de 1,42%, 1,07% e 1,83% dos papéis da Exxon Mobil, Chevron e os ADRs (American Depositary Receipts) da British Petroleum, respectivamente.

Confira o fechamento dos principais índices acionários norte-americanos: 

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Nasdaq -0,20 3.114 +4,62 +19,52 
 S&P 500 -0,39 1.413 +3,19 +12,38 
 Dow Jones -0,49 13.200 +1,71 +8,04