Bolsas dos EUA fecham em queda, mesmo com discurso otimista de Greenspan

Dow Jones apresentou baixa de 1,92%, S&P 500 encerrou o pregão com queda de 1,85% e Nasdaq Composite caiu 0,53%

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SÃO PAULO – As principais bolsas norte-americanas operaram a maior parte desta terça-feira perto da estabilidade, com o ânimo dos investidores acalmado pelo discurso do chairman do FED, Alan Greenspan, que demonstrou otimismo em relação ao futuro da economia norte-americana, mas ainda segue cauteloso com a descoberta de novas fraudes contábeis.

Por outro lado, os rumores de que a fabricante de semicondutores Intel divulgaria um resultado abaixo do esperado após o fechamento do pregão, o que acabou ocorrendo, proporcionou a corrida pela venda de papéis, derrubando os índices acionários no final do pregão.

Produção industrial cresce acima do esperado

O Federal Reserve divulgou, nesta terça-feira, o Industrial Production, índice que contém os dados referentes à produção industrial norte-americana no mês de junho, que registrou crescimento de 0,8%, acima da previsão do mercado que girava em torno de 0,4%, e superior à alta de 0,2% em maio.

Os principais produtos que impulsionaram o crescimento da indústria em junho foram bens duráveis e de consumo (+0,8%) e fabricação de bens não duráveis (+0,7%), levando o índice a registrar o melhor desempenho desde outubro de 1999. Já a capacidade industrial utilizada avançou de 75,6% em maio para 76,1% em junho, superarando as expectativas de 75,5%.

Greenspan acredita na recuperação da economia

Em depoimento ao Comitê Bancário do Senado dos EUA, o presidente do FED, Alan Greenspan, mostrou-se otimista em relação ao futuro da saúde econômica dos EUA, afirmando que o produto interno deve crescer de 3,5% a 3,75% neste ano e entre 3,5 a 4% em 2003.

Greenspan também afirmou que as feridas causadas pelos escândalos contábeis devem levar um certo tempo para cicatrizar, sinalizando assim uma provável manutenção das taxas de juros em 1,75%, o patamar mais baixo dos últimos quarenta anos.

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Dow Jones liderou queda

Apesar da montadora General Motors ter divulgado o resultado do segundo trimestre em linha com o esperado, suas ações caíram 4,34% após a empresa anunciar previsões pessimistas. Também em queda pronunciada fecharam os papéis da varejista Wal Mart (-6,66%), do conglomerado financeiro JP Morgan (-5,25%), da fabricante de hardware Hewlett Packard (-4,93%) e da fabricante de equipamentos de contrução Caterpillar (-4,85%), que anunciou prejuízo maior que o esperado.

Deste modo, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em baixa de 1,92% a 8.473 pontos, acumulando no ano forte baixa de 15,46%. Já o S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em desvalorização de 1,85%, atingindo 901 pontos e caindo 21,53% no ano.

Nasdaq fecha próximo da estabilidade

Após operar a maior parte do pregão em alta, a Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, encerrou em queda de 0,53% chegando a 1.375 pontos e acumulando no ano forte baixa de 29,49%.

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A bolsa eletrônica foi prejudicada pelos rumores de que a fabricante de semicondutores Intel, cujas ações caíram 3,97%, divulgaria resultados abaixo do esperado após o fechamento do pregão. Isso prejudicou os papéis das concorrentes Flextronics (-8,65%), Xilinx (-6,21%), Applied Materials (-5,15%) e KLA-Tencor (-3,39%). Outro setor em queda foi o de empresas de software, com a baixa das ações da Microsoft (-1,06%), Oracle (-1,58%), Siebel (-3,31%), Veritas (-1,79%) e Check Point (-2,97%).

%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
Nasdaq C -0,53 1.375 -8,60 -29,49
S&P 500 -1,85 901 -10,56 -21,53
Dow Jones -1,92 8.473 -10,57 -15,46