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SÃO PAULO – Após iniciar o pregão no azul, os principais índices norte-americanos inverteram de trajetória durante a tarde e, sob forte volatilidade, mantiveram-se no vermelho até o fechamento dos negócios desta segunda-feira (22). Com esta queda, os negócios em Wall Street interromperam uma sequência de quatro altas consecutivas.
Mesmo com o dia negativo, alguns setores conseguiram se destacar positivamente. É o caso das empresas de plano de saúde, que se beneficiaram do discurso do presidente Obama sobre as propostas de reformulação do sistema. Com isso, as ações de Humana Inc, Healthspring e UnitedHealth Group subiram 5,56%, 3,33% e 2,79%, respectivamente.
As instituições financeiras também tiveram destaque. Em meio às melhores interpretações dos investidores diante do aumento da taxa de redesconto anunciada pelo Fed na semana passada, as ações do Bank of America e JPMorgan Chase lideraram os ganhos no Dow Jones, com alta de 2,08% e 2,05%, respectivamente.
Resultados
Tendo menos impacto nos negócios do que nas sessões anteriores, a temporada de resultados corporativos contou com o balanço da Lowe’s, que mostrou no último trimestre de 2009 lucro líquido de US$ 205 milhões, ou US$ 0,14 por ação, o que equivale a um crescimento de 26,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar de os números terem vindo acima do esperado, as ações fecharam em leve queda de 0,26%.
Já a Campbell Soup viu seu lucro líquido avançar 11% no quarto trimestre de 2009, ao somar US$ 259 milhões. Os ganhos da maior produtora de sopas do mundo vieram alinhados às expectativas dos analistas. Seus ativos, que estavam sendo negociados em alta no começo do pregão, recuaram 1,27%.
Aquisições e commodities
Assim como foi levantado na semana anterior, a Schlumberger afirmou que a aquisição da Smith International, por US$ 11 bilhões, elevará seu leque de serviços e fortalecerá sua posição competitiva, pois melhorará a tecnologia de perfuração e exploração de petróleo. Enquanto os papéis da compradora recuaram 3,65%, as ações da adquirida seguiram o rali do último pregão e dispararam 7,06%.
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Por fim, ganhou repercussão o desempenho negativo das ações de Chevron (-1,47%) e Exxon Mobil (-0,67%), que figuraram entre as piores performances do índice Dow Jones, sentindo os impactos negativos da greve dos funcionários da petrolífera francesa Total.
Projeções
Apesar da agenda norte-americana sem eventos relevantes, vale destacar as novas projeções anunciadas pela Nabe (National Association for Business Economics), que mostram uma elevação na expectativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA em 2010, de 2,9% para 3,1%. Em 2011, espera-se uma expansão de 3,2%. “Vemos uma recuperação saudável a caminho”, disse Lynn Reaser, presidente da Nabe.
Além disso, a expectativa de fortes correções no mercado acionário começa a perder forças. O analista Marc Faber disse que acredita que o risco de uma correção mais severa em Wall Street é pequeno. Já o economista do Credit Suisse, Andrew Garthwaite, mantém-se “otimista no mercado acionário em um horizonte de três a seis meses”.
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Índices fecham em queda
O índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em leve baixa de 0,18% a 10.383 pontos, acumulando no ano leve baixa de 0,43%.
O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em leve desvalorização de 0,10% atingindo 1.108 pontos e caindo 0,64% no ano, enquanto o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresentou queda de 0,08% chegando a 2.242 pontos e acumulando no ano baixa de 1,20%.
| % Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
|---|---|---|---|---|
| Nasdaq | -0,08 |
2.242 | +1,67 |
-1,20 |
| S&P 500 | -0,10 |
1.108 | +1,49 |
-0,64 |
| Dow Jones | -0,18 |
10.383 | +2,07 |
-0,43 |