Bolsas dos EUA fecham em queda com a possível falência da Enron

As bolsas norte-americanas fecharam esta quarta-feira em queda. Um dos principais focos de pessimismo foi a desistência da Dynegy na fusão com a Enron, que fez aumentar fortemente os temores que esta companhia declare falência. Esse anúncio intensificou as quedas do mercado, que já operava em baixa com a realização dos lucros recentes.Desistência da Dynergy […]

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As bolsas norte-americanas fecharam esta quarta-feira em queda. Um dos principais focos de pessimismo foi a desistência da Dynegy na fusão com a Enron, que fez aumentar fortemente os temores que esta companhia declare falência. Esse anúncio intensificou as quedas do mercado, que já operava em baixa com a realização dos lucros recentes.

Desistência da Dynergy faz ações da Enron despencaram

O destaque de queda ficou com as ações da Enron, uma das maiores empresas do setor elétrico do mundo. Com a iminência da falência da companhia, os papéis da empresa fecharam em patamares de 19 anos atrás. Após o rebaixamento da classificação da dívida da Enron pela Standard & Poors, a Dynegy desistiu de uma fusão com a Enron, o que aumentou as chances de uma concordata da Enron. A companhia enfrentou uma série de problemas como as investigações sobre as práticas financeiras, redução de receitas com a venda de energia, rebaixamento da avaliação de crédito e reconhecimento de passivos não contabilizados anteriormente. Com tudo isto, os papéis da Enron despencaram impressionantes 85,27%.

Credores da Enron são atingidos pela desistência da fusão

Outro destaque de desvalorização ficou com o conglomerado financeiro JP Morgan Chase. O banco era um dos maiores credores da Enron, e com a iminente falência da empresa aumentam as possibilidades do banco ter que arcar com os prejuízos desses empréstimos. O mesmo aconteceu com as ações do Citigroup, outro credor da empresa. As ações do JP Morgan Chase encerraram os negócios em queda de 5,78%.

O índice Dow Jones Industrial, que afere o desempenho das 30 blue chips norte-americanas, terminou os negócios desta quarta-feira com uma desvalorização de 1,63%, cotado a 9.711,86 pontos. As maiores quedas ficaram com JP Morgan Chase (-5,78%), Citigroup (-5,44%), General Electric (-4,19%), Walt Disney (-4,08%) e da fabricante de aeronaves Boeing (-3,75%). Em sentido oposto, as únicas valorizações ficaram com a operadora de telecomunicações AT&T (+3,09%) e a varejista de materiais de construção Home Depot (+1,18%).

O índice Nasdaq Composite, que acompanha a performance das ações listadas na bolsa eletrônica, fechou em queda de 2,48%, sendo cotado a 1.888,02 pontos. Os destaques de desvalorização ficaram com a fabricante de componentes de fibra-ótica para equipamentos de rede JDS Uniphase (-10,05%), Juniper Networks (-8,44%), a fabricante de equipamentos para telecomunicações Ericsson (-8,11%), a companhia de biotecnologia Medimmune (-6,51%) e Adobe Systems (-6,37%). Por outro lado, as principais altas ficaram com Flextronics International (+3,09%), Concord EFS (+1,31%), Novell (+1,30%) e varejista Amazon (+0,78%).

O índice S&P500, que mede o desempenho das 500 maiores corporações norte-americanas, encerrou o dia cotado a 1.128,53 pontos, com uma desvalorização de 1,82%. As principais desvalorizações ficaram com a Enron, o conglomerado gigante de mídia AOL Time Warner (-3,43%), Bank of America (-2,79%) e a empresa de biotecnologia Amgen (-2,02%). Em sentido contrário, os destaques de valorização ficaram com a Sara Lee (+0,96%), Colgate-Palmolive (+0,28%) e da Pepsico (+0,02%).

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