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SÃO PAULO – Os principais índices acionários norte-americanos fecharam no campo negativo nesta quinta-feira (18), com o S&P 500 quebrando a sequência de três sessões de ganhos, apesar de alguns números econômicos animadores no país. A temporada de balanços corporativos do terceiro trimestre foi em grande parte responsável pelo pessimismo gerado nessa sessão.
A divulgação prematura do resultado do terceiro trimestre do Google (-8,01%), que veio bem abaixo do esperado no período, fez com que a negociação dos papéis fosse interrompida por cerca de 2 horas. Logo após o anúncio, as ações chegaram a cair 9% para US$ 687,30. O Google, que conclui a compra da Motorola Mobility por US$ 12,5 bilhões, mostrou um lucro líquido de US$ 2,18 bilhões, ou 20% menor do registrado no mesmo período do ano passado.
Diante dos números, a empresa iniciou uma conferência com o mercado às 17h30 (horário de Brasília), enquanto afirmou que uma versão preliminar do seu resultado havia sido divulgada sem autorização por sua assessoria de imprensa R.R. Donnelley, cujas ações caíram 0,88%.
Em função do resultado ruim da empresa fundada por Larry Page e Sergey Brin, as ações da Microsoft (-0,32%), Facebook (-4,55%) e Yahoo! (-0,56%), uma vez que os analistas esperam por dados semelhantes em outras empresas do setor de tecnologia. Vale lembrar que a Microsoft reportará seu número na noite dessa quinta-feira.
O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em baixa de 1,01% a 3.073 pontos. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em leve desvalorização de 0,24% atingindo 1.457 pontos, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou queda de 0,06% chegando a 13.549 pontos.
Agenda dos EUA
Divulgado pela manhã, o índice de atividade industrial da Filadélfia veio bem melhor do que as projeções de mercado ao marcar 5,7 pontos positivos em outubro, contra estimativa de 0,1 ponto negativo – no mês anterior, o resultado havia sido negativo em 1,9 ponto. No mesmo horário, o Leading Indicators, que traz um compilado dos mais importantes índices econômicos dos EUA, apresentou alta de 0,6% em setembro, ante projeção de avanço de 0,2%.
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O lado negativo da agenda norte-americana ficou por conta do dado semanal do mercado de trabalho. O Initial Claims, indicador que registra número de novos pedidos de auxílio-desemprego, registrou 388 mil novas solicitações, ante expectativa de 360 mil.
Reunião na Europa e dados da China no radar
N Europa, o destaque é o início da reunião de cúpula que reune líderes europeus por dois dias. O foco da reunião será a união bancária do bloco da moeda única, enquanto assuntos mais relevantes só devem ser esclarecidos no mês que vem.
“Um pedido de ajuda espanhol e uma extensão de dois anos do pacote grego serão discutidos nos bastidores, mas não esperamos qualquer esclarecimento sobre ‘os temas quentes’ antes de novembro”, afirmam os analistas do banco, em relatório.
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O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, afirmou na véspera da cúpula que os países endividados da zona do euro precisam se ajudar mutuamente, enquanto a chanceler Angela Merkel disse que a Europa precisa resolver sua crise para se tornar novamente competitiva.
Enquanto aguardam pelo desfecho do evento europeu, os investidores repercutiram a cesta de indicadores publicada na China. O PIB (Produto Interno Bruto) da China cresceu 7,4% ante o ano anterior, o ritmo mais lento de crescimento desde o primeiro trimestre de 2009 e o sétimo trimestre seguido de desaceleração, mas em linha com as expectativas.
Confira o desempenho dos principais índices acionários norte-americanos:
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| % Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
|---|---|---|---|---|
| Dow Jones | -0,06 |
13.549 | -0,12 |
+10,90 |
| S&P 500 | -0,24 |
1.457 | -0,14 |
+15,88 |
| Nasdaq | -1,01 |
3.073 | -3,30 |
+17,95 |