Bolsas dos EUA fecham em alta, impulsionadas por construtoras e petrolíferas

Desempenho corporativo ofuscou conflitos no Oriente Médio, dados econômicos fracos e corte do rating português

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SÃO PAULO – Os principais índices acionários dos Estados Unidos inverteram a tendência observada no início das negociações e sustentaram os ganhos iniciados no meio da tarde até o final desta terça-feira (29). As ações ligadas ao setor petrolífero comandaram o rali de recuperação, ofuscando a agenda econômica com dados abaixo do esperado e a situação de conflitos no Oriente Médio e norte da África, além da crise de dívida na Zona do Euro.

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em alta de 0,96% a 2.757 pontos, acumulando no ano forte alta de 3,92%. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em valorização de 0,71% atingindo 1.319 pontos e subindo 4,91% no ano, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou alta de 0,67% chegando a 12.279 pontos e acumulando no ano forte alta de 6,06%.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Nasdaq +0,96 2.757 -0,87 +3,92 
 S&P 500 +0,71 1.319 -0,03 +4,91 
 Dow Jones +0,67 12.279 +1,22 +6,06 

Pela manhã, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s cortou o rating de Portugal de ‘BBB’ para ‘BBB-‘, com perspectiva negativa. Além disso, as tensões políticas no norte da África já passam a requerer soluções mais agressivas. De acordo com o noticiário internacional, os EUA poderão armar os rebeldes líbios para enfrentarem as tropas de Muammar Gaddafi, já que o ditador não tem mostrado intenção nenhuma em entregar o poder.

Agenda
A Standard & Poor’s divulgou que os preços dos imóveis norte-americanos caíram 3,1% em janeiro, na base de comparação anual. A queda no indicador foi menor que as expectativas de mercado, que projetavam recuo de 3,3% para o período, mas maior que da última medição, que apontou retrocesso de 2,38%, conforme os dados revisados.

Da mesma forma, a confiança do consumidor norte-americano, medida pela Conference Board, indicou 63,4 pontos no mês, não superando as expectativas do mercado, que indicavam 65,0 pontos. Vale ressaltar que o indicador mostra sinais de piora na comparação com o mês de fevereiro, cujo resultado foi revisado para 72,0 pontos.

Construtoras e petrolíferas são destaque corporativo
As ações da Home Depot lideraram o Dow Jones ao avançarem 2,86% com o anúncio de um plano de recompra de US$ 1 bilhão em ações. Ainda no setor, os papéis da Lennar recuaram 3,44% após a construtora divulgar uma queda de 12% em novos pedidos e uma diminuição das receitas.

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Por sua vez, as ações de petrolíferas continuaram a se beneficiar da alta do commodity. Os papéis da Halliburton subiram 2,3%, mesmo após a empresa anunciar que os conflitos no Oriente Médio, especialmente as sanções à Líbia, poderiam diminuir entre US$ 0,03 e US$ 0,04 os lucros no primeiro trimestre de 2011. A rival Schlumberger viu seus ativos avançarem mais de 4%, mesmo após ter declarado na véspera que poderia ter seu resultado prejudicado pela turbulência global.

No front de fusões e aquisições, as ações da General Electric registraram leve alta de 0,56% depois da notícia que a empresa pretende comprar uma participação de 90% na empresa desenvolvedora de equipamentos eletrônicos Converteam.

Por fim, os ativos da Amazon também mostraram alta de 3,11%, repercutindo a notícia de que a varejista online passará a oferecer serviços de armazenamento de músicas, dividindo mercado com a Apple (+0,15%).

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Petróleo
A continuidade dos conflitos na Líbia levaram a alta do petróleo por mais uma sessão. A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou negociado a US$ 115,16 no nesta terça-feira, alta de 0,31%, enquanto no mercado de Nova York, o barril está cotado a US$ 104,79, configurando alta de 0,78% frente ao fechamento anterior.