Bolsas dos EUA fecham em alta, impulsionadas por commodities

Depreciação da moeda norte-americana contribuiu para a valorização dos materiais básicos; indicadores também repercutiram

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SÃO PAULO – Apoiados em referências econômicas favoráveis e no avanço do preço das commodities – beneficiado pela queda do dólar -, os principais indices acionários norte-americanos fecharam esta segunda-feira (29) em alta. Noticiário corporativo e resultados também tiveram repercussão nos negócios da primeira sessão desta semana.

Commodities em alta
Setores com maior sensibilidade às variações de preço das matérias-primas figuraram entre os principais destaques positivos em Wall Street. As ações de Exxon Mobil e Chevron encerraram o pregão com alta de 1,14% e 1,07%, respectivamente, acompanhando a disparada da cotação do barril de petróleo em Londres e Nova York.

As commodities metálicas também se beneficiaram da desvalorização do dólar frente as principais divisas do mundo, tendo destaque o níquel, o cobre e o alumínio. Com isso, os papéis da Alcoa subiram 1,19% no Dow Jones. Já no índice S&P 500, os ativos de AK Steel (+1,35%) e US Steel (+1,47%) também terminaram o dia no azul.

Destaques positivos…
Voltando ao Dow Jones, destaque para a Boieng, que anunciou nesta segunda-feira que os testes realizados com o seu jato 787 Dreamerliner tiveram resultados iniciais positivos. Ganhando boa repercussão nos mercados, as ações da fabricante de aviões fecharam com alta de 2,09%, liderando os ganhos do índice composto pelas principais blue chips da bolsa local.

A temporada de resultados também teve um grau de contribuição para o bom humor em Wall Street. A Apollo Group reportou ganhos melhores do que o esperado pelos analistas durante o seu segundo trimestre fiscal. Em resposta, os ativos da companhia subiram 3,07%.

…e negativos
Na outra ponta da tabela, o Citigroup viu seus papéis derraparem 3,02% em Wall Street, refletindo a notícia de que o Tesouro dos Estados Unidos irá antecipar a venda de aproximadamente 7,7 bilhões de ações ordinárias da instituição neste ano.

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Também no vermelho, as ações da Ford caíram 2,09%, após a montadora anunciar a venda da sua subsidiária Volvo para a Zhejiang Geely, por US$ 1,8 bilhão.

Agenda econômica
Na pauta econômica, os indicadores de destaque foram o núcelo do PCE (Personal Expenditure Consumption), acompanhado do Personal Income e do Personal Spending. Enquanto o PCE e a renda do cidadão ficaram estáveis, abaixo das expectativas de alta, o gasto dos norte-americanos subiu 0,3%, em linha com o estimado.

Vale mencionar ainda a Pesquisa de Perspectivas da Indústria do Texas, realizada pelo Federal Reserve local. Entrevistando executivos de empresas da região, a atividade industrial da região marcou sua quinta alta consecutiva em março e mostrou que o índice de produção subiu para o patamar mais alto em dois anos.

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Cotações de fechamento do índice
O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, fechou em alta de 0,57% a 1.173 pontos, acumulando no ano forte alta de 5,21%.

O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, encerrou o pregão em leve valorização de 0,42% atingindo 10.896 pontos e subindo 4,49% no ano, enquanto o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresentou alta de 0,39% chegando a 2.404 pontos e acumulando no ano forte alta de 5,96%.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 S&P 500 +0,57 1.173 +6,22 +5,21 
 Dow Jones +0,42 10.896 +5,53 +4,49 
 Nasdaq +0,39 2.404 +7,42 +5,96