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SÃO PAULO – Os principais índices acionários norte-americanos fecharam em alta nesta terça-feira (20), após inverterem a tendência de perdas no meio da tarde. Em meio a diversas referências, o Senado do país aprovou o fim de obstruções para ampliar os benefícios do seguro-desemprego, imprimindo ganhos à ações de varejistas. Um indicador positivo na construção civil também impulsionou a recuperação das bolsas.
Entre as especulações para a inversão de tendência, o site norte-americano Market Watch afirmou que o movimento pode ser explicado, em parte, pela especulação de que o Federal Reserve anunciará uma nova medida para estimular os empréstimos bancários. O esforço incluiria a ideia de que o BC norte-americano pararia de pagar juros em reservas – atualmente, o Fed paga uma taxa de 0,25%. A medida, porém, não deve ser anunciada tão cedo, segundo analistas.
O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, fechou em alta de 1,14% a 1.083 pontos, acumulando no ano baixa de 2,84%. O Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, encerrou o pregão em valorização de 1,10% atingindo 2.222 pontos e caindo 2,06% no ano, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou alta de 0,74% chegando a 10.230 pontos e acumulando no ano baixa de 1,90%.
| % Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
|---|---|---|---|---|
| S&P 500 | +1,14 |
1.083 | -3,05 |
-2,84 |
| Nasdaq | +1,10 |
2.222 | -3,78 |
-2,06 |
| Dow Jones | +0,74 |
10.230 | -2,11 |
-1,90 |
Agenda
O setor imobiliário voltou a ganhar fôlego após a divulgação de que o building permits, um indicador de futuros imóveis, subiu 2,1% em junho, impulsionado por um salto de 20% em aplicações multifamiliares.
No mês, foram computadas 586 mil permissões para construção civil, o que representa aceleração em relação ao indicador de maio, que foi de 574 mil. Do mesmo modo, o indicador também ficou acima das expectativas do mercado, que apontavam 572 mil permissões.
Ainda no setor, o Housing Starts mostrou queda anualizada e com ajuste sazonal de 5% em junho, apontando o início de construção de 549 mil casas nos EUA, abaixo das projeções e no menor nível em oito meses. Na medição de maio, o indicador já havia recuado 15%.
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Por fim, o Senado norte-americano aprovou uma proposta que determina a extensão do programa de benefícios a desempregados do país. O projeto segue agora para votação na Câmara dos Deputados. A expectativa da bancada do governo norte-americano é de que a medida seja submetida à sanção final do presidente Barack Obama já na próxima quarta-feira (21).
Resultados
Repercutindo a má recepção do mercado aos seus resultados trimestrais, as ações da Johnson & Johnson perderam 1,66%. A empresa mostrou lucro por ação de US$ 1,21, dentro das projeções. Junto a seu balanço, anunciou a revisão do guidance, esperando agora lucro por ação entre US$ 4,65 e US$ 4,75 no ano, para incorporar o impacto do recall de alguns medicamentos, da suspensão da produção em uma das suas plantas e de taxas de câmbio desfavoráveis.
A PepsiCo também divulgou seus resultados nesta terça-feira. Com indicadores levemente acima das projeções dos analistas, suas ações subiram 4,32%. Enquanto lucro líquido caiu 3% na passagem anual para US$ 1,6 bilhão, ou US$ 0,98 por ação, a receita passou de US$ 10,6 bilhões no segundo trimestre de 2009 para US$ 14,8 bilhões.
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O Goldman Sachs, por sua vez, reportou queda de 82% em seus lucros no segundo trimestre, já sentindo a pressão de seu acordo com a SEC (Securities and Exchange Commission), um imposto sobre bônus no Reino Unido e a queda de suas receitas nas categorias de trading e investimentos bancários. O lucro caiu de US$ 0,78 por ação ante US$ 4,93 no mesmo período do ano anterior. As ações do banco, apesar dos números trimestrais, subiram 2,22%.
Já as ações da fabricante de motocicletas Harley-Davidson dispararam 13,64%, na maior alta do S&P 500, após a empresa reportar que seus lucros superaram as estimativas de analistas. Os lucros de operações contínuas mais do que quadruplicaram, indo de US$ 0,59 por ação, ante US$ 0,14 por papel um ano atrás. Os analistas previam ganhos de US$ 0,41 por ação.
Outros destaques corporativos
Apoiadas no indicador de licenças de construção, as ações de construtoras e imobiliárias mostraram recuperação no pregão. Os papéis da Lennar Corporation subiram 6,3% enquanto a Toll Brothers avançou 4,44%. Ainda no setor, a PulteGroup registrou alta de 4,67%.
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Lastreadas na alta da cotação do barril de petróleo, as empresas commodities energéticas também ganharam. As ações da Exxon Mobil e Chevron subiram 0,9% e 1,53%, respectivamente.
Já os ADRs (American Depositary Receipts) da BP ficaram em queda de 1,54%, entre temores sobre a eficácia dos testes na tampa de contenção no vazamento do Golfo do México. Além disso, a Apache confirmou no final da sessão que comprará US$ 7 bilhões em ativos da companhia britânica, que incluem uma fatia considerável das operações de petróleo e gás da empresa nos EUA e no Egito, com reservas estimadas de 385 milhões de barris de óleo equivalente.