Bolsas dos EUA fecham em alta, devido à redução no ritmo de demissões

Apesaro do aumento do desemprego nos EUA, a redução dos ritmo de demissões garantiu as altas das bolsas

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SÃO PAULO – As bolsas norte-americanas terminaram as negociações desta sexta-feira em alta. O anúncio do desemprego nos EUA em dezembro de 5,8% ficou dentro das expectativas de analistas e ajudou a manter o otimismo no mercado norte-americano. Apesar do desemprego ter aumento frente os 5,6% de novembro, a queda das demissões nas cidades americanas fez crescer as esperanças de que o pior já tenha passado. As demissões nos EUA, excluindo a agricultura e a pecuária, caíram de 371 mil em novembro para 124 mil no último mês de 2001.

Starbucks registra forte crescimento nas vendas em dezembro

Entre as altas, o destaque ficou a rede de cafés Starbucks. A empresa afirmou que suas vendas em dezembro aumentaram 22%, passando de US$ 281 milhões em dezembro de 2000, para US$ 343 milhões no mês passado. Segundo a companhia, o lançamento de seu cartão promocional foi o principal responsável pela expressiva melhora em suas receitas. Além disto, o banco de investimento Merrill Lynch elevou a recomendação dos papéis da empresa de outperform para compra e ajudou os papéis da Starbucks a encerrar os negócios com a forte alta de 8,13%.

Dívida da Xerox pode ser rebaixada pela Moodys

Já o destaque de queda ficou com os papéis da fabricante de copiadoras Xerox. A agência de rating Moodys deverá rever sua análise de risco de crédito para as dívidas da Xerox, que poderão passar a serem classificadas como junk bonds, ou seja, altamente especulitavas. A Moodys acredita, que mesmo após cinco trimestres seguidos de prejuízos, as receitas não deverão se recuperar neste ano ou em 2003, o que deve inviabilizar o pagamento dos US$ 7 bilhões que a empresa possuí em dívidas. Os papéis da Xerox fecharam em queda de 3,27%.

Principais índices fecham em alta nos EUA

O índice Nasdaq Composite, que acompanha o desempenho dos papéis listados na bolsa eletrônica norte-americana, encerrou os negócios em alta de 0,74%, sendo cotado a 2,059,38 pontos. Os destaques de valorização ficaram com Starbucks, JDS Uniphase (+5,25%), Ciena (+5,04%), a empresa de softwares para B2B Siebel Systems (+3,65%) e a varejista Amazon (+2,94%). Por outro lado, as principais quedas ficaram com a Nextel (-3,17%), a fabricante de equipamentos para telecomunicação móvel Qualcomm (-3,02%), a operadora de TV a cabo Comcast (-2,21%), Juniper Networks (-2,09%) e a Ericsson (-1,69%).

O índice Dow Jones Industrial, que reúne as 30 maiores empresas dos EUA, fechou a sexta-feira com uma valorização de 0,86%, sendo cotado a 10.259,74 pontos. As maiores altas ficaram com o conglomerado financeiro JP Morgan Chase (+4,50%), a fabricante de aeronaves Boeing (+4,15%), American Express (+3,48%), Alcoa (+3,21%) e a International Paper (+3,05%). Em sentido oposto, as maiores desvalorizações ficaram com Eastman Kodak (-1,63%), a operadora de telecomunicações AT&T (-1,45%), que anunciou a intenção de demitir 10.000 empregados, a companhia tabagista Philip Morris (-1,07%), Procter&Gamble (-0,98%) e a Johnson&Johnson (-0,92%).

O índice S&P500, que mede a performance das 500 mais importantes corporações dos EUA, terminou o dia em alta de 0,62%, sendo cotado a 1.172,25 pontos. As principais valorizações ficaram com os bancos de investimentos Merrill Lynch (+5,55%) e Morgan Stanley (+4,96%), a varejista Sears Roebuck (+4,44%) e a Delta Air Lines (+3,97%), que foi puxada pelos anúncios de algumas empresas européias de aumento de passageiros em dezembro. Em sentido contrário, os destaques de queda ficaram com Xerox, Gillette (-2,54%), Sara Lee (-2,32%), Colgate-Palmolive (-2,02%) e a farmacêutica Pfizer (-0,76%).