Bolsas dos EUA fecham em alta, à espera da reunião do Fed na terça-feira

Plano corporativo sustentou os ganhos durante esta sessão, com destaque para o setor imobiliário e balanço do McDonald's

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SÃO PAULO – Seguindo uma sessão de otimismo, os principais índices acionários norte-americanos fecharam em alta nesta segunda-feira (9). Sem destaques na agenda, o mercado ficou à espera da reunião do Federal Reserve na próxima sessão. O plano corporativo ajudou a sustentar os ganhos, em meio a resultados operacionais e noticiário agitado. 

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em alta de 0,75% a 2.306 pontos, acumulando no ano alta de 1,61%. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em valorização de 0,55% atingindo 1.128 pontos e subindo 1,14% no ano, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte- americanas, apresentou alta de 0,42% chegando a 10.699 pontos e acumulando no ano alta de 2,60%.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Nasdaq +0,75 2.306 +4,97 +1,61 
 S&P 500 +0,55 1.128 +4,62 +1,14 
 Dow Jones +0,42 10.699 +4,91 +2,60 

Mesmo com a expectativa unânime de manutenção da taxa básica de juro do país, Wall Street aguarda com ansiedade as decisões que serão tomadas pelo Fed na terça-feira (10). Alguns analistas esperam não só novas pistas sobre o futuro da política monetária no país, as até mesmo novas medidas de estímulo à economia. 

Resultados
Enquanto isso, o mercado teve um dia de alívio propiciado principalmente por balanços corporativos. O McDonald’s reportou o maior salto mensal em vendas em mais de um ano. As vendas da gigante de fast food no critério mesmas lojas avançaram 7% mundialmente em julho, impulsionadas pela venda de novas bebidas. Suas ações avançaram 1,64%.

Já os papéis da Tyson Foods mostraram forte queda de 4,9% no pregão. Embora a empresa processadora de carnes tenha quase dobrado seu lucro trimestral para US$ 0,65 por ação, superando as estimativas de Wall Street, o Goldman Sachs emitiu uma recomendação de “convicção de venda” para a companhia, citando um excesso de oferta de frango.

Já a automobilística Chrysler reportou prejuízo de US$ 172 milhões no segundo trimestre desse ano, um resultado essencialmente negativo, mas melhor que o registrado no mesmo período do ano passado. 

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Outros destaques corporativos
A Hewlett-Packard viu suas ações despencarem 8% na sessão desta segunda-feira. Seu CEO (Chief Executive Officer), Mark Hurd, renunciou ao cargo na sexta-feira, envolvido em acusações de assédio sexual. 

Entre os ganhos, as empresas ligadas a construção civil avançaram após o Deutsche Bank elevar sua recomendação para a D.R. Horton, justificando que o mercado imobiliário “está finalmente perto do ponto a partir do qual pode se recuperar de forma sustentável”, após recuar por cinco anos. O banco também elevou a classificação para a Meritage Homes e o Ryland Group. As ações das empresas avançaram 4,34%, 6,81% e 7,80%, respectivamente.

Por fim, a Apple comunicou o desligamento do executivo a cargo da engenharia do iPhone, Mark Papermaster, semanas depois da polêmica criada em torno da recepção do novo modelo do celular. As ações da companhia ganharam 0,64%.