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SÃO PAULO – Os principais índices acionários norte-americanos ditaram a tendência das principais bolsas globais nesta quarta-feira (30), impulsionados pelas notícias do cenário corporativo, que ofuscaram as pressões advindas dos conflitos na Líbia, da crise fiscal europeia e do vazamento de energia nuclear no Japão.
O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em alta de 0,72% a 2.777 pontos, acumulando no ano forte alta de 4,67%. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em valorização de 0,67% atingindo 1.328 pontos e subindo 5,62% no ano, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou alta de 0,58% chegando a 12.351 pontos.
| % Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
|---|---|---|---|---|
| Nasdaq | +0,72 |
2.777 | -0,20 |
+4,67 |
| S&P 500 | +0,67 |
1.328 | +0,08 |
+5,62 |
| Dow Jones | +0,58 |
12.351 | +1,02 |
+6,68 |
Com o avanço visto, o Dow Jones se aproxima da máxima anual em 12.395 pontos, patamar visto em junho de 2008. Já o índice S&P 500 estendeu sua maior sequência de ganhos em 13 anos.
Cenário econômico
O relatório ADP Employment, que é encarado como uma prévia do Relatório Mensal de Emprego, indicou a abertura de 201 mil postos de trabalho no setor privado, enquanto o mercado esperava 210 mil vagas.
Passando para a Europa, as preocupações quanto à crise fiscal ainda permanecem em pauta. Nesta sessão, os juros cobrados para os títulos do governo português com prazo de vencimento de cinco anos romperam a barreira de 9%. Na véspera, a Standard & Poor’s promoveu o corte do rating da dívida do país, avaliando que é necessário um pedido de auxílio econômico pelo país.
Na Líbia, os rebeldes se retiraram da cidade petrolífera de Ras Lanuf, sob intenso bombardeio das forças de Muammar Gaddaffi. O evento expôs a fraqueza dos rebeldes, que nesta disputa não contaram com as forças aéreas ocidentais.
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Novidades corporativas
A maior alta do índice S&P 500 ficou por conta das ações da Cephalon, que avançaram 28,41%. A empresa recebeu uma oferta hostil de US$ 5,7 bilhões da Valeant Pharmaceuticals por sua aquisição. Os papéis da Valeant subiram 12,82%.
No Dow, a segunda maior alta ficou com a AT&T (+2,2%). O papel estendeu sua quinta alta seguida, ainda repercutindo a aquisição da T-Mobile por US$ 39 bilhões. A maior alta do dia no índice pertenceu aos papéis da Alcoa, com valorização de 3,2%.
Os papéis de empresas prestadoras de serviços de cartões de crédito, como Visa e MarterCard, impulsionaram o setor financeiro. O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, enviou uma carta ao Congresso na última terça-feira (29) avaliando que a autoridade monetária provavelmente não conseguirá concluir as novas regras para o segmento de cartões de débito até 21 de abril.
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Destaque ainda para a BlackRock, que passará a integrar o índice S&P 500 no lugar da Genzyme a partir de 1º de abril. O fundo também está sondando uma participação no banco espanhol Bankia, segundo notícias veiculadas na imprensa. As ações avançaram 6,62%.