Bolsas dos EUA encerram em alta, apesar da queda da confiança do consumidor

Dow Jones encerra acima dos 10.000 pontos pela segunda sessão consecutiva; PPI mostra deflação em novembro

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SÃO PAULO – As bolsas norte-americanas, após iniciarem esta sexta-feira em queda, pressionadas pela divulgação da queda do índice de confiança do consumidor, mostraram recuperação no período da tarde e encerraram a sessão em alta.

Vale destacar que o índice Dow Jones encerrou o pregão acima do patamar psicológico de 10.000 pontos pela segunda sessão consecutiva, atingindo o seu patamar de fechamento mais alto desde 24 de maio de 2002.

Cai a confiança do consumidor

Foi divulgada nesta sexta-feira a preliminar do índice que mede a confiança do consumidor norte-americano para o mês de dezembro, calculado pela Universidade de Michigan.

O índice Michigan Sentiment atingiu 89,6 pontos no referido mês, bem abaixo das expectativas do mercado, que apontavam para 96,0 pontos, e do índice do mês anterior, que ficou em 93,7 pontos, o que traz dúvidas quanto à sustentabilidade do crescimento econômico registrado nos últimos trimestre.

PPI sugere deflação
Foi também divulgado o PPI (Producer Price Index), índice de preços cobrados a fábricas, agricultores e produtores em geral, que equivale no Brasil aos preços no atacado, referente ao mês de novembro. O indicador registrou variação negativa de 0,3%, ficando bastante abaixo das expectativas, que eram de um aumento de 0,1%.

Já o Core PPI, que exclui itens cujos preços são considerados voláteis, como energia e alimentos, registrou deflação de 0,1% frente ao revisado do mês anterior, que por sua vez apurou alta de 0,5% dos preços. A expectativa dos analistas era de estabilidade nos preços.

Déficit comercial aumenta

O déficit comercial dos Estados Unidos, por sua vez, foi de US$ 41,8 bilhões em outubro, ficando um pouco acima do registrado em setembro, que foi US$ 41,3 bilhões, mas de acordo com o esperado por analistas.

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General Motors prevê aumento de lucro em 2004

A fabricante de automóveis General Motors anunciou a eliminação da maior parte dos US$ 19,3 bilhões de déficit com pensões. Com isso, a diminuição dos custos poderá beneficiar os resultados da empresa para 2004.

Projeta-se, deste modo, um aumento de US$ 0,70 no lucro por ação no próximo ano, o que fez as ações da montadora encerrarem em alta de 1,76% nesta sessão.

Boeing é suspeita de irregularidades

A fabricante de aeronaves Boeing está sendo investigada novamente pelo governo norte-americano, já que há suspeitas de irregularidades, de acordo com o jornal The Wall Street Journal. Deste modo, suas ações fecharam em queda de 0,48%.

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Já os papéis do conglomerado United Technologies foram recomendados pelo grupo financeiro Prudential, após a empresa assegurar que a meta de lucro para o próximo ano será atingida. Esta afirmação fez as ações do conglomerado subirem 2,63%.

AT&T pretende demitir mais funcionários

A empresa do setor de comunicação AT&T anunciou que pretende demitir 12% de sua força de trabalho até o final deste ano, um pouco mais do que os 10% anunciados anteriormente.

Tal medida deve-se a pressões nos preços dos produtos, que precisam se manter mais competitivos para concorrer com os produtos oferecidos pelos rivais. Além disso, projeta-se que a empresa terá uma queda de 6% nas vendas em 2003. Devido a estas notícias, as ações da AT&T encerraram, nesta sessão, em baixa de 3,26%.

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Adobe Systems anuncia lucro no quarto trimestre

No âmbito corporativo, a Adobe Systems, fabricante de softwares, anunciou um lucro de US$ 0,34 por ação no quarto trimestre, resultado superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

A empresa ainda aumentou as previsões de lucro para o primeiro trimestre de 2004 e por isso suas ações fecharam em alta de 1,06%.

Papéis da International Steel encerram em forte alta

As ações da siderúrgica International Steel, que foram negociadas pela primeira vez na bolsa, como empresa pública, fecharam em forte alta de 25,71%.

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Já a Fannie Mae, maior fornecedora de serviços financeiros relacionados ao setor imobiliário, prevê um aumento das vendas de casas nos Estados Unidos, devido às baixas taxas para hipotecas e o reaquecimento econômico. Apesar desta notícia, as ações da empresa caíram 0,91% na sessão.

Coca-Cola pretende recomprar ações

A maior fabricante de refrigerantes do mundo, a Coca-cola, anunciou planos de recomprar US$ 2 bilhões de suas ações para o próximo ano. Do mesmo modo, a empresa anunciou um aumento das vendas e da receita, ocasionadas pela desvalorização do dólar.

Deste modo, os papéis da Coca-cola, que acumularam ganho de 5% nesta semana, encerraram em alta de 2,05%.

Bolsas dos EUA recuperam ganhos e encerram em alta

Assim, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em leve alta de 0,34% a 1.949 pontos, acumulando no ano forte alta de 45,94%.
O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, encerrou o pregão em leve valorização de 0,34% atingindo 10.042 pontos e subindo 20,39% no ano,
enquanto o S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, apresentou alta de 0,27% chegando a 1.949 pontos e acumulando no ano forte alta de 22,09%.

%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
Nasdaq C +0,34 1.949 -1,22 +45,94
Dow Jones +0,34 10.042 +1,96 +20,39
S&P 500 +0,27 1.074 +1,47 +22,09