Bolsas dos EUA chegam ao sexto dia de alta e renovam máximas desde 2008

Pauta econômica divergente trouxe instabilidade em Wall Street; contudo, expectativa por resultados prevaleceu no final

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SÃO PAULO – Em dia de forte volatilidade, os principais índices acionários norte-americanos conseguiram fechar em alta nesta quinta-feira (15) pelo sexto pregão consecutivo, levando Dow Jones e S&P 500 a ampliarem as distâncias dos patamares de 11.000 e 1.200 pontos, respectivamente, vistos apenas em setembro de 2008. Expectativa positiva sobre os resultados prevaleceu nesta sessão, em dia de agenda carregada e com indicadores divergentes.

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em leve alta de 0,43% a 2.516 pontos, acumulando no ano forte alta de 10,86%. O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, encerrou o pregão em leve valorização de 0,19% atingindo 11.145 pontos e subindo 6,87% no ano, enquanto o S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, apresentou alta de 0,08% chegando a 1.212 pontos e acumulando no ano forte alta de 8,66%.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Nasdaq +0,43 2.516 +5,79 +10,86 
 Dow Jones +0,19 11.145 +4,29 +6,87 
 S&P 500 +0,08 1.212 +4,50 +8,66 

Após já terem se destacado positivamente no pregão anterior, as ações das techs voltaram a ganhar repercussão nesta quinta-feira. Google e Advanced Micro Devices divulgarão seus resultados do primeiro trimestre de 2010 nesta noite. Em meio à expectativa de bons números a serem divulgados, principalmente por conta do balanço divulgado pela Intel na terça-feira (13), os papéis das duas companhias avançaram 1,07% e 2,73%, respectivamente.

Vale mencionar que a Intel fechou esta sessão com a maior valorização do Dow Jones, tendo subido 2,93%.

Além delas, destaque também para a American Superconductor, que viu seus ativos dispararem 9,74% no Nasdaq, após o Deutsche Bank elevar a recomendação de suas ações de “manter” para “compra”. Por outro lado, os papéis da HP (Hewlett-Packard) declinaram 0,53%, após o analista Ronnie Moas reduzir a recomendação sobre esses ativos.

Imobiliárias
Ainda um dos grandes motivos de preocupação do governo norte-americano, o setor imobiliário trouxe bons sinais aos investidores neste pregão, com o índice do segmento imobiliário NAHB/Wells Fargo mostrando alta de 4 pontos, fechando abril em 19 pontos. Além de reverter a queda vista em março e ficar acima do esperado, mostrando um mercado mais otimista com o setor, o indicador atingiu o nível mais alto desde setembro de 2009.

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No entanto, os papéis das principais construtoras do país não tiveram um desempenho positivo. KBHome e Lennar fecharam o pregão com queda de 0,52% e 2,68%, respectivamente.

Agenda econômica
Com uma pauta econômica movimentada, o destaque positivo nos Estados Unidos ficou com o Philadelfia Fed Index. Calculado pelo Federal Reserve da Filadélfia, surpreendeu positivamente ao marcar 20,2 pontos de atividade industrial em abril, acima das expectativas do mercado – que giravam em torno de 20 pontos – e do resultado divulgado no mês anterior, quando atingiu 18,9 pontos positivos.

Contrabalanceando esses números, o Initial Claims contabilizou um número de pedidos de auxílio-desemprego superior ao esperado pelo mercado na última semana, enquanto a atividade industrial norte-americana também deixou impressão negativa, ao postar avanço menor que o aguardado pelo mercado no mês passado.

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Os sinais opostos não foram exclusividade da principal economia do mundo. Enquanto na China o PIB (Produto Interno Bruto) registrou um crescimento surpreendente de 11,9% na passagem anual no primeiro trimestre de 2010 – o maior ritmo de alta em três anos -, no Reino Unido o nível de confiança do consumidor marcou em março sua maior queda desde julho de 2008.