Wall Street

Bolsas dos EUA caem mais de 3% com temor sobre aumento de casos de coronavírus e recuperação da economia

Índice Dow Jones fechou com queda de 3,4%, eu seu pior pregão desde junho

Bolsa, NYSE, Wall Street
(Spencer Platt/Getty Images)
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SÃO PAULO – Os índices de ações dos Estados Unidos tiveram forte queda nesta quarta-feira (28) em meio a preocupações sobre a segunda onda do coronavírus, principalmente na Europa, e seu impacto na recuperação já lenta da economia global.

O Dow Jones fechou com perdas de 3,43%, aos 26.521 pontos – sua pior queda desde junho -, enquanto o S&P 500 recuou 3,53%, para 3.271 pontos. Já o Nasdaq encerrou o pregão com queda de 3,73%, a 11.004 pontos.

O movimento seguiu as fortes perdas dos índices europeus, com o alemão Dax caindo 4,2%, batendo seu menor nível desde maio. O francês CAC 40 recuou 3,4%, enquanto o FTSE 100 em Londres fechou com queda de 2,6%.

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Hoje, os governos da Alemanha e da França anunciaram um lockdown parcial para conter a segunda onda da Covid-19.

Na Alemanha, bares, restaurantes e outros estabelecimentos ficarão fechados por quatro semanas a partir de segunda-feira (2), mas escolas e comércio ficarão abertos.

Já na França, as restrições começam nesta sexta (30) e irão até 1ª de dezembro, no mínimo, e os comércios não essenciais também permanecerão fechados. Só escolas e atividades consideradas fundamentais ficam abertas.

“As esperanças dos investidores de que a pandemia de Covid não forçaria mais medidas de mitigação rigorosas e/ou potenciais lockdowns que empurrariam as economias globais de volta ao ‘modo de baixo consumo’ parecem estar sob desafio”, disse Yousef Abbasi, estrategista de mercado global da StoneX, para a CNBC.

Nos EUA a situação também está bastante complicada. Na última semana, os casos de coronavírus no país aumentaram em uma média diária recorde de 71.832 casos, segundo dados compilados da Universidade Johns Hopkins.

Esta piora no cenário da pandemia ocorre em um momento em que os países começam a dar pequenos sinais de retomada, sendo que um lockdown ou outros tipos de paralisações devem frear as economias novamente.

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Ainda há a preocupação entre os americanos pela falta da aprovação de um novo pacote de estímulos e a proximidade da eleição, que ocorre na terça-feira (3). Alguns analistas destacam que se as pesquisas se confirmarem e o democrata Joe Biden vencer, poderia ser ruim para os mercados e para a economia, já que o atual governo não teria motivos para se esforçar em aprovar novos estímulos antes da mudança de governo, no fim de janeito.

“Acho que haverá uma chamada para lockdowns como os que vimos em Chicago”, disse o apresentador Jim Cramer, da CNBC. “Os bloqueios sem o estímulo são iguais ao que estamos vendo […] É uma pena porque, se houvessem os estímulos, estaríamos nos concentrando nos ganhos e os ganhos são realmente muito bons”, disse ele.

As ações que são mais afetadas por bloqueios ou desaceleração na reabertura da economia lideraram as quedas nesta quarta. As ações da Delta Air Lines caíram mais de 4%. Já os papéis da Royal Caribbean perderam 5%, enquanto a Norwegian Cruise Line e a Carnival caíram mais de 7% cada.

Facebook, Alphabet e Twitter também caíram forte de olho nos testemunhos dos seus CEOs para membros do Senado. O Facebook e o Twitter caíram 5,5% e 5,3%, respectivamente, e a Alphabet recuou mais de 5%.

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